Crime ambiental

CPI investigará crimes ambientais em Barcarena

Comissão Parlamentar de Inquérito foi instaurada para investigar causas e responsáveis da contaminação de rios na região

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CPI busca identificar os autores dos crimes que contribuíram para contaminação dos rios / Reprodução

Deputados da Assembleia Legislativa do Pará estiveram esta semana em Barcarena e constataram indícios de crimes ambientais no polo industrial.

Uma  Comissão Parlamentar de Inquérito foi instaurada para investigar as causas e os responsáveis pela contaminação de rios no polo industrial de Barcarena.

O relator da CPI, deputado Celso Sabino, conta que a linha de trabalho é identificar os danos ambientais, os possíveis autores dos crimes e as instituições que por omissão possam ter contribuído para a contaminação dos rios.

Esta semana, a Faculdade de Química da Universidade Federal do Pará divulgou uma pesquisa que aponta presença de elementos químicos tóxicos acima dos padrões recomendados no cabelo dos moradores das comunidades próximas ao polo industrial de Barcarena.

A pesquisadora Simone Pereira afirma que também já foram encontrados resíduos tóxicos na água consumida na região, o que aumentaria o risco de doenças como câncer.

A Universidade Federal do Pará pediu que o Laboratório Central do estado analise amostras de sangue dos moradores da região para que a contaminação seja confirmada. Procuramos a Secretaria de Saúde para comentar o assunto, mas até o fechamento desta reportagem não obtivemos retorno.

Em nota, a empresa Alunorte afirma que não teve acesso aos resultados do estudo, mas afirma que as análises contratadas pela companhia apontam parâmetros de chumbo, e de qualquer outro metal, abaixo do limite de referência.

Na próxima semana, a CPI que investiga os vazamentos no polo industrial vai ouvir, em Belém, representantes de comunidades, pesquisadores da Universidade Federal do Pará e do Instituto Evandro Chagas.

A prefeitura de Barcarena e as empresas também foram convidadas para prestar depoimentos. A CPI foi criada na semana passada e tem 90 dias para concluir os trabalhos.

Edição: Radioagência Nacional