BETO RICHA

Editorial | A renúncia de um político em decadência

“Pior ainda, é recordar o desprezo e a violência contra os servidores estaduais”

Brasil de Fato | Curitiba - Paraná

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Política do governo Beto Richa onerou o cidadão para distribuir lucros e dividendos para acionistas privados / Marcelo Camargo - Agência Brasil

Beto Richa (PSDB) finaliza o segundo mandato, do qual se afasta no dia 6, para concorrer ao Senado. Embora reeleito no primeiro turno, em quatro anos, o governador viu sua popularidade cair e mostrou suas fraquezas como gestor público. Richa transformou o Paraná em um balcão de negócios.

Sua política onerou o cidadão para distribuir lucros e dividendos para acionistas privados. Com isso, a população foi afetada, no preço da água e luz, com a perda do caráter social de Copel e Sanepar. Esse mesmo modo de operação foi usado na questão dos pedágios: se o antecessor abriu batalha contra as empresas concessionárias, Richa, por sua vez, convidou os empresários para a sala de jantar com o banquete pago pelos motoristas. Não à toa, os pedágios paranaenses são os mais caros do país.

Como se vê nesta edição especial do Brasil de Fato Paraná, o governo estadual afetou vários setores dos trabalhadores. Richa, por mesquinharia da derrota eleitoral, deixou de repassar recursos para o transporte de Curitiba apenas para dificultar a vida do ex-aliado Gustavo Fruet (PDT). Pior ainda é recordar o desprezo e a violência contra os servidores estaduais, no trágico 29 de abril de 2015. As manchas de sangue não sairão nem com a melhor das maquiagens.

Edição: Manoel Ramires e Pedro Carrano