DEFESA

"Esse é um processo cheio de invenções jurídicas", afirma Valeska Zanin

Integrante da defesa de Lula, advogada condena ''lawfare'' utilizado pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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"Todos sabem que há algo de errado nesse processo", comentou Valeska Martins / Paulo Pinto/Agência PT

“Estamos tendo práticas verdadeiramente autoritárias nesse processo”. Essa é a avaliação da advogada Valeska Zanin, que integra a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o bate-papo "Brasil sob golpe: Lula preso, e agora?", ocorrido no último domingo (8), na Rádio Brasil de Fato. Também participaram da atividade o jornalista Renato Rovai, a cantora Aíla, a ex-presidente da UNE e integrante do Levante Popular, Jessy Dayane, e o dirigente nacional do MST, João Paulo Rodrigues.

Valeska afirmou que as táticas empregadas pelo juiz Sérgio Moro corroboram a utilização do “lawfare”, termo atribuído ao uso abusivo do Direito. “São coisas que a gente via em processos de exceção, que acreditávamos estar na história”, analisa.

Lula se entregou à Polícia Federal no fim da tarde de sábado (7), depois de ampla mobilização no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP).

Ainda sobre o processo, Valeska destacou a manipulação do Judiciário ao aplicar técnicas incompreensíveis para grande parte da população como forma de manipulação dos fatos. “É um mundo absolutamente alienígena para o cidadão que não faz parte do Direito. É difícil a compreensão. Ainda assim, todo mundo sabe, há algo de errado nesse processo”, afirmou.

Na segunda parte da conversa, Zanin também explicou o que é a medida cautelar protocolada na Comissão dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na última sexta-feira (6).

“O ex-presidente Lula é o primeiro cidadão brasileiro a entrar com esse pedido de proteção no Comitê de Direitos Humanos da ONU. Entramos com um processo cautelar para garantir a admissibilidade do comunicado individual, para que a ONU recomende a soltura do ex-presidente Lula e paralise essa arbitrariedade”, disse.

Confira íntegra da entrevista com a advogada:

Edição: Simone Freire