Prisão Política

Presidente da CUT diz que a liberdade de Lula é agenda de campanha salarial

Vagner Freitas convocou os sindicalistas para ampliar a luta em defesa da democracia e contra a reforma trabalhista

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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"Lula vai acabar com a Reforma Trabalhista feita pelos golpista", disse Vagner Freitas, da CUT / CUT

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, falou nesta terça-feira (10) no acampamento Lula Livre, em Curitiba, sobre a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O acampamento está montado desde sábado (7), quando Lula decidiu se apresentar para a Polícia Federal e fez um discurso histórico em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, onde estava desde que foi emitida a ordem de prisão pelo juiz de primeira instância Sergio Moro, em um processo sem provas contra Lula.

Freitas disse que o momento é de união e de mobilização pela democracia e contra as reformas impostas pelo governo golpista. "O Lula tá preso porque ele tem 50% de intenção de votos nas pesquisas para presidente da República. Há indícios fortes que nas próximas pesquisas ele passe de 50%. Ele cresceu depois da prisão. Não adianta tentar prender uma ideia. O Lula tá preso porque ele está dizendo que, se eleito presidente, fará um referendo revogatório para acabar com a reforma trabalhista feita pelos golpistas”, disse.

O presidente da CUT também afirmou que a classe trabalhadora precisa se empenhar na luta. “O movimento sindical precisa estar presente no acampamento, precisa fazer a resistência, porém, o principal papel é mobilizar as bases para defender o Lula. Temos que colocar nos nossos sites e jornais que defender o Lula faz parte da nossa campanha salarial. Faz parte do dia-a-dia do sindicato”, disse.

Para Freitas, a mobilização em defesa de Lula é parte importante da luta pela soberania nacional. "Se o Lula for presidente, ele não vai deixar privatizar o Banco do Brasil, a Eletrobras, a Caixa. Não vai deixar entregar a nossa Previdência para o capitalismo internacional. Ele não vai entregar as nossas águas, as nossas terras, as nossas florestas e a nossa riqueza para o capitalismo internacional", disse.

Jornalistas

Vagner Freitas também falou sobre os relatos de jornalistas que afirmaram ter sido ameaçados no último sábado, em São Bernardo do Campo, por sindicalistas. O presidente da CUT criticou qualquer tipo de agressão e pediu solidariedades aos profissionais de imprensa que estão trabalhando em Curitiba.

Ele comentou que os jornalistas fazem parte de uma categoria que também foi atingida pelo golpe contra os trabalhadores.

“Aqui neste acampamento ninguém bate em jornalista, eles são trabalhadores igual a gente. Quer hostilizar? Vamos hostilizar os Marinhos, da Globo, os Mesquitas, do Estadão, os donos da Folha de São Paulo, mas não com agressão. Jornalista é uma categoria de trabalhador. Muitos estão sem salários há três ou quatro meses, tem demissão em massa a todo dia. É Importante que a gente tenha solidariedade com os trabalhadores que estão aqui. A gente tem que brigar com que tem que brigar que são os donos”, disse.

Edição: Juca Guimarães