MINAS GERAIS

Praças, bares e universidade são palco para arte independente de Uberlândia

Até domingo (15), debates e shows recheiam o 1º Festival Cena Cerrado

Brasil de Fato | Uberlândia (MG)

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O Festival é uma iniciativa do coletivo Cena Cerrado, em parceria com Diretoria de Cultura (Dicult) da UFU / Moviola Mídia Livre

Até domingo (15), Uberlândia recebe o 1º Festival Cena Cerrado. Ocupando os palcos de bares como o Ovelha Negra e o Vinil Cultura Bar, o festival promove shows de bandas independentes do Triângulo Mineiro.

O evento conta também com mesas de debate, que começaram na segunda-feira (9), na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com temas como a importância de cultura e arte acessíveis a todos, as produções cinematográficas nacionais e o papel das mulheres na cena artística independente do Brasil.

Os organizadores do festival ressaltam que a maior parte da programação é gratuita e procura ocupar, além de bares, espaços públicos da cidade, como a Praça de Tecelagem e a Praça Sérgio Pacheco. Esta última será a sede, no encerramento do festival, de mais uma edição do saudoso Arte na Praça, com atrações com o rapper Vaine, famoso por suas rimas críticas, e seu parceiro musical Kainã Bragiola, ambos jovens artistas da cena cultural uberlandense.

“Por meio do rap, [queremos] levar alguma reflexão à galera que escuta. Isso vai desde os discursos mais diretos e políticos até às histórias que eu conto nas músicas”, diz Vaine, que destaca a relevância do festival como oportunidade para os artistas independentes. “O evento também é muito importante como forma de resistência cultural em tempos sombrios de ínfimo investimento público no setor”, sustenta.

O Festival é uma iniciativa do coletivo Cena Cerrado, em parceria com Diretoria de Cultura (Dicult) da UFU.

Conheça

O Cena Cerrado é um coletivo de músicos e artistas independentes do Triângulo Mineiro, formado em 2014, com o objetivo de fomentar a cena artística da região. O grupo organizou diversos eventos, com diferentes propostas, públicos e cenários, dando espaço para mais de 100 bandas independentes. Agora o coletivo experimenta, pela primeira vez, o modelo de Festival, percorrendo, durante uma semana, diferentes espaços da cidade.

Edição: Joana Tavares