Saúde

Incentivo à produção orgânica rende frutos no Sul de Minas

Famílias resistem no campo e fortalecem a agroecologia

Colaboração para o Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Oficina de alimentação saudável realizada no acampamento Ismene Mendes, em Pará de Minas / Divulgação PSA

"Nosso campo de sementes crioulas garante a produção de alface, milho, 14 variedades de feijão e outros alimentos. Nós somos 24 famílias que vivem de resistir no campo e produzir agroecologia”, conta, orgulhoso, João Martins, um dos agricultores que moram no assentamento Nova Conquista, no Sul de Minas.

O grupo é apoiado pelo Programa de Segurança Alimentar e Nutricional em áreas de Reforma Agrária (PSA), que busca garantir a sustentabilidade das famílias camponesas. Um dos pilares do projeto é o resgate de sementes crioulas, e, de norte a sul de Minas Gerais, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) procura guardar este saber ancestral.

Uma das iniciativas nesse sentido foi a criação do Coletivo de Mulheres Raízes da Terra, também no Sul de Minas, que há sete anos impulsiona a autonomia das mulheres. Elas exercem atividades agrícolas, mas também de educação e saúde, como o trabalho com ervas medicinais e fitoterápicos.

Já em Pará de Minas, na região central do estado, os kits do PSA foram assumidos pela juventude, que hoje é referência para o trabalho de apicultura no pré-assentamento Ismene Mendes.

“Quem tem vontade, faz tudo, né? E eu sou apaixonado com abelha, me encontrei nesse trabalho”, diz Jefferson Alves, de 16 anos.

O PSA

Nascido do diálogo entre MST, a Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social de Minas Gerais, o plano emergencial do programa visa garantir a subsistência e o desenvolvimento de pequenos projetos coletivos e comunitários em áreas de acampamento e pré-assentamentos de Minas Gerais.

Na etapa emergencial, 4 mil famílias de 83 áreas foram beneficiadas pelo projeto, que se encerra neste mês.

Edição: Joana Tavares