Lula Livre

Editorial | O Brasil em estado de vigília

A manutenção da vigília em frente à Polícia Federal, em Curitiba, é pelo direito à livre manifestação

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Imagem feita na noite do dia 13, no acampamento Lula Livre, em Curitiba
Imagem feita na noite do dia 13, no acampamento Lula Livre, em Curitiba | Crédito: Ricardo Stuckert

Desde o dia 7, o principal fato político no país é a prisão do ex-presidente Lula, há mais de doze dias preso na Superintendência da Polícia Federal no bairro do Santa Cândida, em Curitiba, cumprindo pena de 12 anos e 2 meses.

Trata-se de uma prisão política e apressada. O correto seria o respeito ao devido processo penal e que a acusação contra Lula cumprisse todo o trânsito em julgado. Após nove governadores não poderem visitar Lula, acionou-se a preocupação com as suas condições. Ex-presidente por duas vezes, aos 72 anos, a realidade é que o ex-sindicalista está em estado de solitária, numa medida agressiva do juiz Sergio Moro – ainda que a cela possa estar em boas condições.

Logo na chegada do ex-presidente, mesmo com a repressão descabida, manifestantes em defesa de Lula e da democracia montaram o acampamento Lula Livre, onde todo dia circulam duas mil pessoas, com a presença de governadores, deputados, artistas e personalidades. A manutenção da vigília em frente a PF é pelo direito à livre manifestação, apesar de tentativas de intimidação e especulações de problemas com os moradores. No geral, o acampamento vem recebendo apoio na forma de doações e presença de pessoas nas atividades culturais.

Se não há provas documentais contra o ex-presidente, que segue em primeiro nas pesquisas eleitorais, é preciso reafirmar a democracia e o direito de Lula estar livre e ser candidato. Só isso poderá pacificar o Brasil: a decisão popular.

 

Editado por: Pedro Carrano

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