Resistência

Após violência, trabalhadores da educação infantil de Belo Horizonte mantêm greve

Novo ato foi realizado nesta quarta (25) e contou com a adesão de pais, crianças e profissionais da rede estadual

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

,
Manifestantes vestindo roupas pretas e carregando flores se reuniram novamente na porta da prefeitura, no Centro da capital mineira / Taciana Dutra

Na tarde desta quarta-feira (25), os trabalhadores da educação infantil de Belo Horizonte realizaram um novo ato e assembleia, quando decidiram manter a greve por tempo indeterminado, mesmo após a repressão da segunda-feira (23).

A manifestação contou com o apoio e presença dos profissionais da rede pública estadual, que estavam paralisados desde o dia 8 de março e suspenderam temporariamente as mobilizações no dia 18 de abril. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) levou flores para as professoras da educação infantil.

O protesto, com mais de 3 mil servidores, foi novamente na porta da PBH e teve adesão dos pais e crianças, que escreveram cartazes contra a violência. "Não faça nada com a minha professora porque ela é legal", "Prefeito para seu bem… Não bata em Ninguém! Minha professora é da paz", diziam algumas das mensagens dos alunos. 

Rede particular também tem greve

Os professores da rede privada de Belo Horizonte e interior do estado também declararam greve nesta quarta-feira (25), após assembleia da categoria realizada no dia anterior. De acordo com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), a reunião contou com cerca de dois mil profissionais, de mais de 60 escolas.

A entidade reforça que a campanha salarial acontece desde novembro do ano passado e entre as reivindicações estão o reajuste de 3% a título de valorização dos professores, aumento do adicional extraclasse e a unificação salarial para a educação base.

Edição: Joana Tavares