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De Maranhão a Minas Gerais: conheça as cachaças comercializadas na Feira

Sucesso de vendas, bebida produzida artesanalmente é encontrada em diversos sabores

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Espaço de Minas Gerais comercializa diversos tipos de cachaça / Rafael Stédile

Uma das estrelas da III Feira Nacional da Reforma Agrária, que acontece até domingo (6) no Parque Água Branca, em São Paulo, é a cachaça. A maioria dos estados comercializa algum tipo personalizado em seus espaços.

Na Bahia, por exemplo, a sensação é a cachaça vendida dentro do coco. No Mato Grosso do Sul, cachaça com guavira, uma fruta típica do cerrado. Já no espaço do Maranhão, a pinga recebe o nome de cachaça temperada: com cajá, casca de laranja, tamarindo ou murici, fruta encontrada em toda a região amazônica e no litoral das regiões Norte e Nordeste.

No entanto, quando se fala em cachaça, é no estado de Minas Gerais que se busca referência. No espaço dos mineiros, é possível degustar sete tipos de pinga e ainda aprender uma dica valiosa:

“Quando você balança a garrafa da cachaça e as bolhas voltam para cima, quer dizer que é uma cachaça pura, que não tem água. As nossas são puras”, explica Juliene Mendes, 28 anos, do Quilombo Dandara.

Os mineiros comercializam as cachaças Coração, envelhecida no tonel de carvalho na região metropolitana de Belo Horizonte; Mineira do Leste, no Vale do Rio Doce; Guimarães Rosa, do Vale do Jequitinhonha; Cubana, da Zona da Mata; Veredas, do norte de Minas; e Vidas Secas e Terra Ativa, envelhecida em umburama, do Alto Paranaíba.

Os preços variam de R$ 15 a R$ 25.

Edição: Diego Sartorato