Confraternização

Feira Nacional da Reforma Agrária vira ponto de encontro para visitantes

Público aproveita para reunir amigos e até convencer taxista sobre o bom trabalho do MST

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Amigos aproveitam a feira para marcar encontro / Matheus Alves / Levante Popular da Juventude

Nem só de luta se faz a 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária, no Parque da Água Branca, em São Paulo. O evento se tornou ponto de encontro entre os visitantes para passear e experimentar as comidas regionais a preços populares.

Luciana, professora da rede municipal, voltou pelo segundo dia seguido para saborear um arroz carreteiro com as filhas. Na sexta-feira (4), ela esteve nos shows de Siba e Tião Carvalho e ressaltou a importância de se conhecer de perto os produtores de alimentos saudáveis.

"A Feira é um momento de encontro, além disso temos contato direto com os produtores aqui", disse a professora.

Para a fotógrafa e documentarista Luiza Calagian, o mais bonito na Feira é o clima de encontro.

"É sempre um ambiente muito acolhedor aqui. Para nós, que apoiamos o movimento, é muito bom poder compartilhar esse momento com quem luta pela terra e produz alimentos", disse, enquanto comia uma muqueca vegetariana.

Gegê, do movimento de moradia, visita a feira e dá o recado:

"Se essa feira fosse semanal, nossa alimentação seria muito melhor. Ela é feita por quem planta, colhe, reconhece os nossos valores. Nossa alimentação é uma droga, por isso feira da Reforma Agrária para todos e todas".

A jornalista Leda Becki afirmou que a coisa mais comovente aqui é a "diversidade de Brasil que está acontecendo num lugar só".

“Aqui, nós vemos coisas que nunca vemos na televisão, nos jornais, nas manchetes, todo um universo do Brasil que está rolando e que o grosso do Brasil desconhece completamente”, disse Leda.

No caminho para o parque da Água Branca, a jornalista disse ao taxista que estava indo à feira do MST. A princípio, ficou desconfiado. Depois de 10 minutos de conversa, ao chegar no parque, ele confessou "que pena que eu tenho que trabalhar".

"Vem amanhã que tem também", convidou Leda.

 

Edição: Juca Guimarães