Comunicação

Programa Democracia em Rede amplia a voz da Vigília Lula Livre, em Curitiba

Ação é feita diariamente de forma colaborativa entre os veículos e coletivos de comunicação popular

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Brasil de Fato, Mídia Ninja, Fórum, Outras Palavras, Porém.net, Rede Soberania e Jornalistas Livres se revezam na condução do programa / Mídia Ninja

Da terra fértil da Vigília Democrática Lula livre tem brotado bonitas iniciativas de organização, articulação e também de comunicação popular. Uma delas, a Casa da Democracia, espaço que agrega e acolhe o trabalho de quase 50 veículos de comunicação contra hegemônicos. E é da Casa da Democracia que todos os dias, às 14h, que entra no ar o programa Democracia em Rede, iniciativa dos veículos de comunicação que estão cobrindo o cotidiano da Vigília Lula Livre.

Brasil de Fato, Mídia Ninja, Fórum, Outras Palavras, Porém.net, Rede Soberania e Jornalistas Livres se revezam na mediação e como entrevistadores fixos, mas recebem convidados diariamente para as entrevistas, que acontecem em um formato descontraído e com muita troca de informações. Já estiveram no programa nomes como os artistas Lucélia Santos e Orã Figueiredo, a professora universitária Kelly Prudêncio, políticos como Lindbergh Farias e Roberto Requião, as sindicalistas Regina Cruz e Carmen Foro, entre outros e mais personalidades são esperadas nos próximos dias.

Kelly Prudêncio, professora e pesquisadora do departamento de comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi uma das convidadas do Democracia em Rede e classificou a inciativa como fundamental, “aqui vocês estão responsáveis por reunir uma pluralidade de vozes na esfera pública. A cobertura tradicional tem ignorado fatos. É grave ignorar que esse acampamento existe e que ele reúne solidariedade do Brasil inteiro”, apontou. Para Pedro Carrano, do Brasil de Fato Paraná, o programa vai se consolidando aos poucos e cumprindo o objetivo de aprofundar algumas questões que permeiam a resistência democrática e a defesa de Lula, “o Programa Democracia em Rede é a conexão da Casa da Democracia com a Vigília Democrática”.

Manoel Ramires, do Porém,net, foi um dos idealizadores do Programa, ele afirma que o mesmo nasceu de uma avaliação que o cotidiano da Vigília Lula Livre tem sido muito intenso e que vem recebendo muitas personalidades do meio político, jurídico, artístico e militantes e que essas pessoas precisavam ter um canal mais direto de diálogo com quem não está no acampamento, “O programa nasce da necessidade de aprofundar algumas discussões e também permitir que os veículos populares cruzem suas pautas e mecanismos. Assim, a rede de comunicadores fica ampliada”, como expectativa ele aponta “com esse programa, imagino que é possível atingir um público maior dentro dos temas do momento. E, no futuro, ser um programa semanal que conecte as diversas mídias e praças progressistas”, conclui

Neudicleia Oliveira do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da comunicação da Vigília Lula Livre reforça que “a unidade entre a comunicação de esquerda é fundamental nesse momento, por isso a importância da Casa da Democracia e do Programa Democracia em Rede. Quando discutimos democratização dos meios de comunicação precisamos também fazer propostas e é isso que estamos fazendo com o programa”, arremata.

Rede Lula Livre

No dia 1º de Maio, outra experiência de comunicação potente também ocupou a Casa da Democracia, um estúdio de rádio abrigava uma equipe que fez três entradas de duas horas durante o dia em cadeia com rádios de todo o Brasil. A iniciativa batizada de Rede Lula Livre foi transmitida pela Radio Web Brasil de Fato e teve parceria com a Rádio Brasil Atual, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc).

“O rádio ele tem algo que agrega as pessoas, as pessoas têm curiosidade quando veem um estúdio de rádio, elas querem entrar e ver como funciona. A casa estava acostumada com o audiovisual muito presente e o rádio chegou e ocupou a Casa da Democracia, com o estúdio, os convidados, a música”, conta Taís Ladeira, da Amarc. Taís ainda aponta como desafio a necessidade de mesclar mais na programação depoimentos de militantes e ativistas com os das lideranças, “precisamos usar mais o rádio, porque existe uma emoção na experiência das pessoas aqui que é o rádio que pode passar.

Edição: Ednubia Ghisi