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Famílias que não deixarem Largo do Paissandu podem perder a guarda dos filhos

O prédio localizado na região central de São Paulo desabou no o dia 1º de maio, após um incêndio.

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Desabrigados do prédio que desabou no Largo do Paissandu acampam em frente a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos / Rovena Rosa/ Agencia Brasil

Cerca de 40 famílias permanecem acampadas no Largo do Paissandu. Só que as famílias que se recusarem a deixar o local nos próximos dias e que têm crianças pequenas podem perder a guarda dos filhos.

A prefeitura de São Paulo acionou o Ministério Público do estado e essa pode ser uma das medidas a serem tomadas, segundo a secretária de Direitos Humanos, Eloísa Arruda. A notícia pegou de surpresa as famílias de desabrigados. Deise Rodrigues, que vivia com cinco filhos no prédio, ficou bastante irritada com a notícia. Na hora da entrevista, apenas a pequena Sofia, a filha de 1 ano e meio de Deise, estava com ela na barraca instalada em frente à igreja que fica no largo do Paissandu. As outras estavam na escola.

O ambulante Adilson da Silva também ficou irritado. Ele tem um filho de 4 anos e está entre as pessoas que já estão recebendo o auxílio aluguel. Mas Adilson diz que só não deixou a praça ainda porque não conseguiu encontrar um lugar para ficar com o filho e a esposa.

Segundo a prefeitura, do total de 171 famílias cadastradas como moradoras do prédio cerca de 1 mês antes do edifício vir abaixo, 129 já estão recebendo o auxílio aluguel.

A prefeitura prometeu que o auxílio vai ser mantido até ser encontrada uma solução de moradia definitiva para as famílias. O auxílio vai ser pago, nos primeiros 12 meses, pelo governo do estado e, depois, a continuidade fica a cargo da prefeitura.

O Ministério Público de São Paulo disse que a promotoria de Justiça da Infância e Juventude da capital recebeu o ofício da prefeitura e está avaliando a situação no local.

Edição: Redação