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Ouça o Programa Brasil de Fato - Edição Minas Gerais - 02/06/2018

Em entrevista, diretor da FUP comenta a greve dos caminhoneiros e a paralisação dos petroleiros

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Petroleiros denunciam a política de preços colocada em prática pelo presidente da estatal, Pedro Parente / Reprodução / Sindipetro

Quase quinze dias de greve dos caminhoneiros e vários efeitos foram sentidos pela população. Filas gigantes nos postos de gasolina e alguns alimentos faltaram nas prateleiros dos supermercados. Na tentativa de acabar com a manifestação, o golpista Michel Temer fez uma proposta de reduzir o preço do diesel em R$ 0,46 por 60 dias. Após esse período, o combustível voltaria a ser reajustado todos os meses. Além dos caminhoneiros, os trabalhadores da Petrobras também paralisaram suas atividades. Para a categoria, a causa dos aumentos dos combustíveis está relacionada com a política de privatização em curso na estatal. Desde o golpe, Temer indicou Pedro Parente para ser presidente da Petrobras. Desde então, refinarias estão à venda. Além disso, houve uma redução da produção de combustível, obrigando o Brasil comprar de empresas estrangeiras. Sobre esse assunto, confira entrevista com Alexandre Finamori, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), e do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG).

Até domingo (3), acontece o IV Encontro Nacional de Agroecologia ENA, em Belo Horizonte. O evento é realizado no Parque Municipal e tem a programação conta com oficinas, debates, feiras e apresentações culturais. O tema dessa edição é "Agroecologia e Democracia: unindo campo e cidade". Além de trocar experiências, os participantes debatem formas de resistir ao golpe e à retirada de direitos. Sobre esse assunto, a repórter Amélia Gomes conversou com Irene Cardoso, professora da Universidade Federal de Viçosa e ex-presidenta da ABA, Associação Brasileira de Agroecologia. Ela comenta sobre os ataques à Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica a aos direitos dos agricultores.

Em Belo Horizonte, voluntários oferecem cursinhos pré-Enem para quem não tem condições de pagar pelo ensino privado. O cursinho DoarEduca tem três núcleos em Belo Horizonte. No bairro Nova Pampulha, ocupação Dandara, na Rua Seis, 120; no bairro Santa Tereza funciona na Vila Dias, rua Conselheiro Rocha, 2300; e na Serra é na Rua Castelo Novo, 1001, no Projeto Providência. O cursinho tem núcleo também em Vespasiano, no conjunto Morro Alto, avenida Existente, 1425. Outra experiência de preparação para o vestibular, fica na Penitenciária feminina José Abranches, em Ribeirão das Neves. As detentas estudam e fazem poesias como forma de contar suas histórias de vida.

Edição: Minas Gerais