Habitação

Marcha Nacional pelo Direito à Cidade pede mais casas populares e saneamento

Coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Miguel Lobato, aponta retrocesso na política urbana pós-golpe

São Paulo

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Manifestação tem como tema a Reforma Urbana Já / Prefeitura Municipal Itanhaém

Começa, nesta terça-feira (5), em Brasília, a Marcha Nacional pelo Direito à Cidade que tem como tema Reforma Urbana Já.

Para falar sobre essa manifestação, o coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Miguel Lobato, deu entrevista à Rádio Brasil de Fato.



Confira alguns trechos:



Rádio Brasil de Fato - Quais são as principais reivindicações?

Miguel Lobato - Logo após o impeachment, vários setores sofreram cortes e na habitação não seria diferente. Desde 2016, nós não temos nenhuma seleção do Programa Minha Casa Minha Vida, o programa só contratou 2.500 unidades na faixa 1,  desde o golpe até agora. Faixa 1 é para aquela população que ganha de zero a R$1.800. Na área de saneamento, o governo cortou todos os investimentos e ultimamente tem cortado os convênios com os estados e as prefeituras porque Temer queria que apoiassem o governo dele. Nossas cidades precisam voltar a funcionar. Os planos diretores das nossas cidades precisam ser implementados.



Qual é a agenda de mobilização?

Hoje (5), nós estamos ao lado do ministério das cidades, vamos fazer um ato em frente ao ministério. Nós queremos discutir com a sociedade brasileira esse retrocesso da política urbana. Nós vamos ter aulas públicas, com a participação da UNB (Universidade de Brasília), com urbanistas, com a turma do saneamento, vamos ter uma aula pública sobre habitação, a habitação que nós queremos e como financiar essa habitação.

Nós somos contra a medida provisória que quer privatizar o saneamento, que muda o marco regulatório. No dia 6 a gente faz uma marcha, na Praça dos Três Poderes, falando das nossas reivindicações para a Câmara, pro Governo Federal, principalmente, para os ministérios da Fazendo e do Planejamento: ter dinheiro para a política de cidades, para a habitação. Vamos para frente do STF (Supremo Tribunal Federal) para protestar contra esse sistema, um ministro do supremo não recebe um voto nesse país. Queremos a reformulação judicial. 

 

Edição: Tayguara Ribeiro