Mobilização

Trabalhadores anunciam novo protesto contra "entreguismo" da Petrobras

Ato nacional dos petroleiros está marcado para quinta (7), quando ocorrerá mais uma rodada de licitação do pré-sal

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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"Temos que mostrar que não é só os preços dos combustíveis que está em jogo" / Eduardo Matysiak

Petroleiros anunciam novo protesto pela redução do preço do gás e da gasolina e contra o "entreguismo" da direção da Petrobras. O ato está marcado para a quinta-feira (7), mesmo dia em que acontecerá mais uma rodada de licitação de campos de petróleo em áreas do pré-sal brasileiro, e ocorrerá em todo o território nacional. "No Paraná vai ser na Repar, refinaria em Araucaria", informou Mario Dalzoti, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC).

Ele participou nesta quarta-feira (6) do programa Democracia em Rede, transmitido da Casa da Democracia, em Curitiba. O programa também contou com a participação do coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Petroquímica do Estado do Paraná (Sindiquimica-PR), Sérgio Monteiro; e o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores Paraná (CUT), Márcio Killer. O programa é produzido por um coletivo de jornalistas da Casa da Democracia e transmitido por 30 páginas de midiativistas na Internet.

O bate-papo transmitido ao vivo teve como tema a greve dos petroleiros feita na semana passada e suspensa pela Justiça. Monteiro avaliou que a greve de advertência foi importante como primeiro passo para abrir um diálogo com a população. "Temos que mostrar que não é só os preços dos combustíveis que está em jogo", disse.

O sindicalista ressaltou a importância de preservar a Petrobras como instrumento de desenvolvimento do País. "Essa luta tem que ser levada a todos os brasileiros, não só para preservar nosso patrimônio, mas para garantir nossa última fronteira de desenvolvimento", disse. 

Soberania

Márcio Killer afirmou que a política entreguista, implementada na Petrobras após o golpe em Dilma Rousseff, coloca o Brasil na contra-mão da história no setor do petróleo. "No mundo o que se vê é a estatização de companhias petrolíferas", observou. 

Já Dalzoti comentou que a descoberta e exploração do pré-sal deveria beneficiar os brasileiros, inclusive com a redução dos preços dos combustíveis, mas o que está acontecendo é o contrário disso. 

Segundo o presidente do Sindiquimica-PR, a Petrobras tem uma dívida de gratidão com Lula. "Ele recuperou uma empresa sucateada e transformou numa das maiores petroleiras do mundo",  resumiu. Para ele, o momento é de luta para barrar o "entreguismo" na companhia. "Querem vender quatro refinarias e seus dutos por US$ 10 bilhões, quando só na reforma da Repar foram investidos US$ 5 bilhões", comparou.

Edição: Thalles Gomes