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“Congresso do Povo” chega a mais de 200 cidades de Minas Gerais

Pessoas se reúnem para pensar soluções para o país e retomar os direitos perdidos após o golpe

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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O objetivo final é ter um projeto escrito e pensado pela população / Mídia Ninja

Desde o início da crise política no Brasil, milhões de cidadãos estão angustiados com que rumo o país deve tomar. Desse sentimento nasceu a ideia de um congresso que não seja de políticos, mas sim formado pela população brasileira, e que ganhou a confiança dos mineiros.

A iniciativa “Congresso do Povo” já soma 70 comitês e 209 cidades envolvidas em Minas Gerais. Em cada um dos comitês, os participantes se reúnem para conversar sobre os problemas que se agravaram depois de 2015 e pensar uma possível solução para as questões. O objetivo final é ter um projeto escrito e pensado pela população. 

Adriana Aparecida de Morais é agricultora e integrante do comitê de Muriaé, na Zona da Mata. Ela conta que a iniciativa começou tímida na cidade, mas foi ganhando força à medida que os membros divulgavam a mais e mais pessoas. “No final, nós juntamos 22 municípios em um encontro regional”, alegra-se. Em 19 de maio essa movimentação reuniu cerca de 100 pessoas na etapa municipal do Congresso do Povo.

Funcionamento das “etapas”

O Congresso do Povo foi pensado para começar “de baixo”, estimulando que os comitês locais levantem propostas para o Brasil. Em uma mesma cidade pode existir mais de um comitê, como é o caso de Contagem, que tem seis. As propostas são levadas ao Congresso do Povo na etapa municipal e se transformam em um documento. Já foram realizados 60 congressos municipais em Minas.

A próxima etapa é o Congresso do Povo Estadual e posteriormente, o Congresso do Povo Nacional, com a mesma forma de funcionamento. 

Congresso pode ser permanente

Mais do que eventos, defende-se que a ação se torne permanente e que exista um Congresso do Povo em oposição ao Congresso Nacional, de Brasília. A integrante do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Débora Sá, analisa que há possibilidade de que o número de comitês inclusive cresça ainda mais. “Nossa ideia é chegar em todos os coletivos, escolas, igrejas que estejam de portas abertas para pensar um projeto novo para o Brasil”, diz.  

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Edição: Joana Tavares