Energia

Privatizar a Eletrobras é penalizar a população rural e as periferias das cidades

A avaliação é de Nailor Gato, vice-presidente da Federação Nacional dos Eletricitários

Eletricitários promovem greve de 72 horas para denunciar problemas na privatização da Eletrobras
Eletricitários promovem greve de 72 horas para denunciar problemas na privatização da Eletrobras | Crédito: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Nailor Gato, vice-presidente da Federação Nacional dos Eletricitários, conversou, nesta segunda-feira (11), com a Rádio Brasil de Fato sobre a greve de 72 horas promovida pela categoria. Ele explicou quais são os objetivos da paralisação e quais as principais pautas de luta que envolvem o setor, como a tentativa do governo de privatizar a Eletrobras.

Confira:

Brasil de Fato — Porque esta paralisação?

Nailor Gato — A paralisação de 72 horas é a luta contra o processo de privatização da Eletrobras. São 14 empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras, mais de 23 mil trabalhadores. E desde que foi consumado o golpe, este governo representado na figura do presidente da Eletrobras, Wilson Brito Júnior, persegue a privatização da Eletrobras.

E como está a movimentação da greve?

Em todo o Brasil [a greve], começou, na prática, às 6h. Além da paralisação, nós estamos fazendo alguns atos para chamar a atenção da população sobre o processo de privatização da Eletrobras. A maior prejudicada, quem vai pagar essa conta, é a população. As empresas do Sistema Eletrobras vendem o quilowatt/hora por 7 centavos e as empresas privadas a 87 centavos por quilowatt/hora.

Existe uma estimativa sobre o engajamento dos trabalhadores em relação a greve?

Está funcionando normalmente o sistema, porque nós temos a responsabilidade para que a população não seja prejudicada, mas os demais trabalhadores (que atuam em outras atividades) estão paralisados.

Sobre o Luz para Todos, qual é a ameaça caso ocorra a privatização?

É um dos programas mais importantes, inclusive, foi colocado na época (de implantação) como um dos maiores programas de distribuição de renda, por exemplo, no meio rural, você consegue conservar a produção para vender este produto no fim de semana nas feiras e no mercado e mantém o homem rural produzindo para quem mora na cidade. No texto da medida provisória (da privatização) está previsto acabar com o subsídios nesta área e quem vai ser penalizado é o homem rural, as periferias das cidades.

Editado por: Tayguara Ribeiro

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