Meio Ambiente

Grupo elabora estudo sobre os riscos do uso do mercúrio nos garimpos

O analista ambiental Diego Henrique Costa explica que atividades ilegais acabam liberando maior quantidade do metal

Brasília

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Garimpos clandestinos levam devastação à Amazônia Legal / EBC

Inventário elaborado pelo Grupo de Trabalho Permanente da Convenção de Minamata sobre Mércurio, apresentado neste mês, aponta que o Brasil tem cenários muito diversos de perdas de mercúrio para o meio ambiente, que vão de 11 a 161 toneladas.

O inventário foi feito para saber o quanto se perde da substância para o meio ambiente e, então, intensificar os esforços para diminuir do uso do mercúrio.

O trabalho buscou contextualizar as situações social, ambiental e econômica do garimpo no Brasil. O analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Diego Henrique Costa Pereira, explica que atividades ilegais acabam liberando maior quantidade do metal.

A estimativa é que entre 80 mil a 300 mil garimpeiros atuem no país, de forma legal e ilegal. Os estados com mais atividades garimpeiras são Mato Grosso, Pará, Amapá, Rondônia e Bahia.

O mercúrio disposto no meio ambiente tem o potencial de causar danos à saúde das pessoas, causando desde fraqueza muscular até doenças renais, à medida que se acumula no organismo. Além disso, o metal altera as condições dos recursos hídricos, dos solos e da atmosfera.

A Convenção de Minamata sobre Mercúrio, que elaborou o estudo, tem origem nas discussões que ocorreram sobre os riscos do uso do mercúrio, no âmbito do PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Edição: Radioagência Nacional