SEGURANÇA PÚBLICA

Defensores de Direitos Humanos cobram Polícia Civil por chacina na Maré

Parentes do estudante morto na operação devem prestar depoimento nesta segunda-feira

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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O estudante Marcus Vinicius da Silva, 14 anos, foi baleado e morto por um tiro nas costas. / Foto: reprodução

Na manhã desta segunda-feira (25) organizações de Direitos Humanos  e moradores da Maré se reuniram com o Chefe da Polícia Civil do estado do Rio, Rivaldo Barbosa, para discutir sobre a operação da Policia Civil, com o apoio do Exército e da Força Nacional de Segurança que resultou na morte de sete pessoas na Maré, entre elas, a do jovem Marcus Vinicius, de 14 anos, que foi baleado a caminho da escola na última quarta-feira (20).

Entre as organizações presentes no encontro estão representantes de Associações de Moradores da Maré, Redes da Maré e Observatório de Favelas. Além de  integrantes da Anistia Internacional, Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e Defensoria Pública do Estado.

A  Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte do estudante Marcus Vinicius durante a operação no Complexo de Favelas da Maré, na zona norte da cidade. 

Segundo a Polícia Civil, todos os protocolos de investigação estão sendo rigorosamente adotados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHCAPITAL), responsável pelo inquérito aberto para apurar o caso.

Parentes do estudante devem prestar depoimento nesta segunda-feira, na Delegacia de Homicídios. Está prevista uma reprodução simulada, em data ainda não definida, para ajudar a compreender a dinâmica do crime e definir de onde partiu o tiro que atingiu Marcus Vinicius. A Justiça deu até o dia  primeiro de julho para a Polícia apresentar relatório sobre a operação na Maré.

As organizações e coletivos que atuam em defesa dos Direitos Humanos realizarão também manifestações ao longo da semana para denunciar a violência das favelas cariocas.

Edição: Brasil de Fato RJ