Pacotaço de Greca

Editorial: Um ano depois, a memória da violência

Seguindo o que o presidente Temer (MDB) indicou para os prefeitos, Greca adotou medidas de arrocho contra os servidores

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

,
Tristes e revoltados, naquela manhã servidores queimavam seus jalecos como forma de protesto / Gibran Mendes

O dia 26 de junho de 2017 representou o erro mais grave do prefeito Greca contra os trabalhadores da cidade. Começou quando, poucos meses antes, o prefeito não negociou com os representantes do funcionalismo em campanha salarial. Mais tarde, enviou para a Câmara Municipal os doze projetos do Pacote de Ajuste Fiscal, o chamado “Pacotaço de Maldades”. 

Seguindo o que o presidente Temer (MDB) indicou para os prefeitos, Greca adotou medidas de arrocho contra os servidores públicos, a exemplo do que se viu no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Houve também projetos que prejudicaram a população mais pobre, caso da cobrança da taxa de coleta de lixo desvinculada do IPTU. 

Então, no dia 26, com votação transferida para a Ópera de Arame, os vereadores da situação votaram protegidos por centenas de policiais da cavalaria e do choque da PM. A prefeitura deu sinal verde para cenas violência contra funcionários públicos. Na cena mais forte daquela manhã, servidores revoltados queimavam seus diferentes jalecos, dos cmeis, da saúde, da assistência social. Um triste episódio e uma lição de que não dá para acreditar em promessas fáceis vindas dos políticos que aplicam programas de arrocho e violência. 

 

Edição: Pedro Carrano