LULA

Editorial | Eleições: é preciso ir mais fundo

O povo já definiu seu candidato.

Brasil de Fato | Recife (PE)

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"O povo já compreende o que está em jogo nesses eleições" / Divulgação

Estamos a quase 90 dias das Eleições que acontecerão no dia 07 de outubro, e nunca foi tão claro e transparente os desejos do povo em uma eleição.A direita, ou seja, os representantes dos detentores do poder econômico, não foi capaz, até agora, de apresentar um candidato. A esquerda apresenta vários candidatos como opção. Mas o povo, como nunca antes, já definiu o seu candidato.  Contrariando cinco anos de uma das maiores campanhas de desmoralização e perseguição que a grande mídia, em especial a Rede Globo, buscou construir sobre a imagem da esquerda e de Lula como expressão política, o povo desbancou a rede globo e escolheu Lula como seu candidato.

Os setores conservadores se recusam a aceitar a sua força e a popularidade, que se amplia, desafia e desmente todos os dias os jornais, revistas que trabalham diuturnamente por sua condenação máxima. Liderando todas as pesquisa com mais de 30 % dos votos para a presidência da República, a sentença judicial de prisão não corresponde à sentença popular que o declara como candidato do povo.

O povo já compreende o que está em jogo nesses eleições. A possibilidade de impor um limite ao golpe em curso e todas as políticas de desmantelamento do Estado Brasileiro e da vida dos trabalhadores. Mas, acima de tudo, é preciso que o mesmo povo, que adquiriu a consciência necessária para dizer que quer Lula presidente, possa também compreender que as políticas de retrocesso e os avanços sobre os direitos dos trabalhadores, os ataques à soberania nacional implementados pelo governo golpista, não poderão ser revertidos apenas com a Eleição de Lula ou de qualquer candidato da esquerda. Portanto, é preciso ir mais fundo. Além de garantir eleições livres e democráticas e eleger Lula, é necessário também eleger um Congresso comprometido com os interesses populares, e mais que isso, retomar a cultura de participação política por meio da organização social, popular e sindical. Única forma de o povo construir sua autonomia e tomar o seu destino nas próprias mãos.

A vigília Lula Livre completou 90 dias em Curitiba sustentada pela militância e pela solidariedade de centenas de apoiadores. Para o mês de agosto o Movimento Sindical prepara um dia Nacional de Paralisação dos trabalhadores, no dia 10. Movimentos do campo organizam uma Marcha Nacional que chegará a Brasília onde será lançada a campanha presidencial de Lula, e fazem abaixo-assinado pela sua liberdade, dirigido às presidentes do STF, Carmen Lúcia, e do STJ, Laurita Vazentre. A Frente Brasil Popular multiplica comitês populares pela defesa de Lula e dos seus direitos. Do Nordeste uma grande Caravana contra a fome, organizada pela Articulação do Semiárido segue em direção a Curitiba. No Recife, entre os dias 16 a 20 de julho uma outra Marcha sairá de Bezerros a Recife. Todas iniciativas do povo, conduzidas por organizações que sustentam e dão sentido à defesa de Lula. Todos clamando pela liberdade e por LULA Presidente. Aos milhares que querem Lula livre, Lula presidente. É preciso ir mais fundo, e irmos juntos!   

 

Edição: Monyse Ravenna