Violência

Cresce número de casos de feminicídio no Distrito Federal

Só neste ano, o feminicídio causou a morte de 14 mulheres, quatro a mais do que no mesmo período no ano passado

Brasília

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Denúncias podem ser feitas pelo número 180. As ligações são gratuitas e o serviço funciona 24 horas. / EBC

O Tribunal do Júri de Taguatinga – região administrativa do Distrito Federal (DF) -  condenou nesta semana a 14 anos de prisão, em regime fechado, o morador de rua Derisval Sampaio, acusado de matar a companheira Josefa Moreira dos Santos com duas pedradas na cabeça.

O crime aconteceu em 2008 e o réu está preso desde 2011.

Esse foi mais um caso de feminicídio no Distrito Federal, tipo de crime que só neste ano causou a morte de 14 mulheres, quatro a mais do que no mesmo período no ano passado.

Em um desses casos, em março, a amiga de Rodrigo Estrela foi assassinada a tiros pelo marido, que se matou em seguida.

Padrinho da filha mais velha da vítima, Rodrigo lamenta a perda e o trauma que as crianças terão que carregar por toda vida.

A Polícia Civil do DF adotou, no ano passado, um protocolo para apurar mortes violentas de mulheres. A ideia é garantir que provas fundamentais, em crimes de gênero, sejam preservadas para ajudar nas investigações.

A secretária-adjunta de Políticas para as Mulheres, Joana Mello, alerta que é preciso denunciar situações de hostilidade contra a mulher.

“O comportamento do homem em relação à mulher, a agressividade, no primeiro momento, ela já tem que tomar uma providência. É necessário, sim, denunciar, não paguem pra ver.”

A representante da Comissão Especial de Combate à Violência Familiar da OAB-DF, Elizangela Ziliotto, fala sobre a condição da mulher agredida ou ameaçada.

“A partir do momento que ela denunciou esse agressor, conseguiu uma medida protetiva, o agressor saiu do lar, ela precisa ter condições de se manter, de estudar, trabalhar.”

Denúncias podem ser feitas pelo número 180. As ligações são gratuitas e o serviço funciona 24 horas. Ou, então, procurar diretamente a Delegacia de Atendimento à Mulher, entre a 204 e 205 sul, região do Plano Piloto.

O Distrito Federal ainda mantém uma rede para atender as vítimas de violência, com casas de abrigo e apoio psicológico e jurídico.

Edição: Radioagência NAcional