Eleições 2018

Editorial: Em um cenário incerto, a democracia deve prevalecer

O ‘centrão’ fisiológico navega de acordo com o oportunismo, sem um programa definido

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Dia 15 de agosto é o prazo para registro das candidaturas à presidência do país: o cenário é incerto, / Divulgação

Dia 15 de agosto é o prazo para registro das candidaturas à presidência do país. O cenário é incerto, mas começa a se desenhar. Com a adesão do apelidado “centrão político” (DEM, PP, PRB e Solidariedade) à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), os setores ligados aos bancos, à alta classe média, devem apostar nessa candidatura, mesmo com o risco de que até o momento não tenha decolado nas pesquisas. 

A candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) tende a perder adesão, devido às suas propostas sem sentido. Mas, em comum entre Alckmin e Bolsonaro, o fato de apresentarem uma agenda que deve manter a economia dependente dos setores internacionais. Certamente, um dos dois deverá disputar o segundo turno contra uma candidatura de esquerda, que, ao contrário, apresenta uma plataforma de investimentos públicos a partir do Estado. 

No meio disso, o “centrão” navega de acordo com o oportunismo, sem um programa definido. Por isso, desde 2014, cresce a demanda de uma profunda reforma política que conseguisse abolir as siglas partidárias de aluguel. Em tempos incertos, é fundamental que as eleições de 2018 mantenham a democracia, permitindo a participação da candidatura de Lula (PT), primeiro lugar nas pesquisas, no pleito. E que envolvam o debate de projeto popular para o país. 

Edição: Pedro Carrano