Venezuela

Apagão em Caracas e regiões vizinhas foi fruto de sabotagem, diz presidente

De acordo com o ministro de Energia, cabos foram cortados, levando o sistema a entender a ocorrência de uma falha

Maduro afirmou que apagão em Caracas foi causado por sabotagem, que provocou o bloqueio do fornecimento de eletricidade / Prensa Presidencial

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nessa terça-feira (31) que uma sabotagem no Sistema Elétrico Nacional provocou a interrupção do serviço em 80% da capital Caracas e em zonas do Estado de Miranda.

“Hoje, sabotaram o sistema elétrico de Caracas e a resposta do povo caraquenho foi moral, apoio, compreensão. Não conseguiram. Ao meio dia, já havíamos restituído o sistema, em que pese ser difícil saber onde havia sido o corte”, disse Maduro durante uma reunião com governadores.

Em declarações transmitidas pela emissora Venezolana de Televisión, Maduro disse que as autoridades policiais estão à busca dos autores materiais e intelectuais do ato.

“Estamos seguindo as pistas e é questão de horas para que capturemos os autores materiais destas maldades que fazem ao povo. Enquanto estamos trabalhando, um grupelho de direita está conspirando”, afirmou.

Inicialmente, pelo Twitter, o ministro de Energia Elétrica da Venezuela, Luis Motta Dominguez, havia afirmado que uma “falha” em local onde estariam ocorrendo “fortes chuvas” teria provocado a queda no fornecimento. Horas depois, no entanto, Dominguez disse um informe do Sebin (Serviço Bolivariano de Informação) apontava para um “corte de cabos”.

“Camaradas, de acordo com o informe recebido pelo Sebin, a falha inicial em Caracas se originou pelo corte de cabos de controle dos transformadores de tensão. Isso faz com que as proteções 'interpretem' que há uma falha, se disparam e ficam bloqueadas. Já se está repondo o cabeamento”, afirmou Dominguez.

A falta de energia, registrada na manhã de terça, paralisou o metrô de Caracas e afetou sinais de telefonia celular. O apagão durou cerca de três horas.

*Com informações AVN.

Edição: Opera Mundi