CASO MARIELLE

Marinete fala sobre encontro com o Papa em coletiva de imprensa

Carol Proner, jurista e professora de direito também participou da atividade

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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Marinete e Carol Proner relataram uma visita tranquila com o Papa Francisco e a preocupação do pontífice com as violações de DH no Brasil / Foto: Flora Castro

Na manhã desta quinta-feira (9), Marinete da Silva, advogada e mãe de Marielle Franco, concedeu entrevista coletiva à imprensa junto com Carol Proner, jurista e professora de direito da  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sobre a visita da comitiva que se reuniu com o Papa. As violações de direitos humanos que estão acontecendo no Brasil, incluindo o assassinato da vereadora no início do ano e a prisão arbitrária do ex-presidente Lula, estavam entre as principais pautas do encontro.

Marinete falou da recepção do Papa, da dor da luta na busca de justiça pela filha e no cenário de violações que estamos enfrentando hoje, em especial a relação entre o estado de exceção que promove a prisão de Lula e também o assassinato de líderes populares, como Marielle. 

“Marielle chega no Psol defendendo todas as pautas de uma esquerda que está sendo totalmente levada por um golpe, um golpe mortal no caso da minha filha e também a democracia e tudo que se viveu durante a era Lula. Tem um processo democrático que foi violado, então essa violação de direitos do Lula é uma violação também de calar minha filha. Que democracia é essa que a gente está vivendo? Um ex-presidente preso e uma liderança, uma mulher que chega naquele lugar de poder, sendo abatida dessa maneira, então tem tudo a ver com o que a gente vive hoje”, explicou Marinete.

As duas relataram uma visita tranquila com o Papa Francisco e a preocupação do pontífice com as violações de direitos humanos no Brasil. Na visita foram entregues ao Papa relatórios que abrangiam quatro temáticas como regressão dos direitos humanos, questão jurídica, violência contra líderes populares e questões de intolerância religiosa, além de livros sobre o golpe no Brasil. 

Proner explicou que o Papa deixou uma mensagem ao ex-presidente Lula, preso desde o dia 7 de abril em Curitiba.

“Ele deixou uma mensagem que ele costuma dizer: ' que Lula ore por ele'. O Papa está preocupado com a situação do líder político. Ele não conhece Lula pessoalmente, mas conhece a presidenta Dilma, que ele elogiou bastante e que esteve com o Papa três vezes e considera uma amiga”, explicou Proner. 

Marinete, que é católica, demonstrou emoção muito grande de conhecer o Papa Francisco e de poder contar a história de luta de sua filha.

Edição: Jaqueline Deister