CANDIDATURA

Para Haddad, Código Penal garante participação de Lula nos debates

Ao lado de Gleisi, em coletiva de imprensa, ambos reafirmaram a chapa Lula-Haddad e falaram sobre o bloqueio da imprensa

Curitiba (PR)

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O candidato com maior expressão popular ficar de fora é uma violência com o povo brasileiro, diz Gleisi / Joka Madruga

Nesta sexta-feira (10) Lula recebeu a visita do candidato do porta-voz Fernando Haddad e da senadora e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann.

Durante coletiva de imprensa, Gleisi fez questão de reafirmar que Haddad é o representante de Lula onde ele não puder comparecer. A presidenta do partido, falando em dar fim a especulações, reafirmou a candidatura a ser registrada no dia 15 de agosto:

“Lula é candidato a presidente. Fernando Haddad é candidato a vice-presidente. Haddad vai ser o porta-voz do nosso projeto para o povo brasileiro, um projeto que tem lado, que é o lado dos mais pobres. Nós queremos resgatar o Brasil e avançar. Esse é o propósito, esse é o compromisso”, colocou a senadora.

Sobre o debate de ontem (9), Gleisi Hoffmann enfatizou que o fato de o candidato com maior expressão popular ficar de fora é uma violência com o povo brasileiro. “Lula não está com seus direitos suspensos e nós não vamos ficar sem voz”, colocou.

Participação nos debates

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, destacou a clareza do código penal para a garantia de participação de Lula nos debates. “O código eleitoral garante sua participação expressamente. Não é uma interpretação do código eleitoral. Lá está que, qualquer candidatura, ainda que sub judice, tem as suas prerrogativas e direitos garantidos”. O candidato a vice ainda questionou: “Se de fato Lula está fragilizado, por que impedi-lo de participar dos debates? ”.

Segundo Haddad, Lula tem o desejo de se expor, não tem medo do debate e não tem tabus com qualquer tema. “Ele quer se apresentar ao eleitorado”, frisou Haddad, que cobrou da imprensa ali presente para que lutasse pelo fim dessa censura imposta ao candidato do PT.

“Toda a estratégia de perseguição é tirá-lo da eleição. Toda a nossa estratégia, em respeito ao povo, é mantê-lo na urna. Então nós vamos lutar para que ele figure na urna. Não temos nenhuma dúvida, sobre estratégia. Estamos falando sobre soberania popular”, reafirmou.

Edição: Pedro Carrano