MST

Marcha Lula Livre sai às ruas para dialogar com população de Samambaia (DF)

Participantes da caminhada debateram prisão de Lula durante parada

Edição especial do Brasil de Fato foi distribuído no local
Edição especial do Brasil de Fato foi distribuído no local | Crédito: José Eduardo Bernardes

A juventude que participa da Marcha Lula Livre, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), aproveitou a passagem na cidade-satélite de Samambaia (DF), neste sábado (11), para conversar com a população sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Na ação, os jovens distribuíram uma edição especial do jornal Brasil de Fato e convidaram os moradores de Samambaia para o ato cultural que a coluna Tereza de Benguela, uma das três frentes que integram a marcha, realizou na Praça Quadradão com a presença de artistas locais. 

A cozinheira Maria da Saúde Juscelina, de 59 anos, recebeu um exemplar do tabloide enquanto esperava seu ônibus em uma das principais avenidas da cidade. Ela não sabia que a marcha estava passando pelo local, mas afirmou que apoia o movimento em defesa de Lula. "Um cara que fez tanto pelo Brasil, olhou pelos pobres e que tirou tanta gente da miséria e da pobreza. É muita injustiça", afirmou. 

Antonio Gomes, de 52 anos, trabalha fazendo fretes. Ele recebeu uma edição do jornal no ponto em que busca os passageiros na cidade. O trabalhador tomou conhecimento sobre a chegada da marcha por meio de conhecidos. Antonio contou que também aprova os protestos na cidade pela liberdade do ex-presidente.

"Eu acho que ele deveria ser solto. Ele é uma pessoa inteligente, trabalhador, honesto. Ele faz tudo pelos pobres", justificou.

Ao lado dele, estava Antonio Barbosa, de 57 anos e que hoje está no mercado informal de emprego. Ele contou que sentiu a vida melhorar após os governos de Lula e, por isso, apoia que o petista seja candidato nas eleições de 2018.

"As pessoas que ganhavam salário mínimo melhoram bastante [de vida]. Gente que mal tinha  uma bicicleta e, hoje, o cara tem um carro novo", disse. Ele também afirmou que a prisão de Lula é fruto de uma perseguição política: "Eu acho que é porque um cara não gosta dele e vem a muito tempo querendo colocar ele na cadeia, até que conseguiu".

Janderson Barros, do setor de cultura do MST no Distrito Federal, explica que a ação também abordou a retirada de direitos dos trabalhadores após o golpe de 2016.

"A gente está trabalhando, principalmente, os temas da classe trabalhadora: o desemprego, o aumento da gasolina, do gás; todos os direitos que a classe foi perdendo com o golpe [de 2016]", diz o militante. "Quando a gente chega com o tema dos direitos da classe trabalhadora, temos ganhado adeptos à causa."

A Marcha Lula Livre reúne cerca de 5 mil pessoas rumo à Brasília. Os marchantes devem chegar na capital federal no dia 14 de agosto, e no dia 15, todos estarão no Distrito Federal e acompanharão o registro da candidatura do petista.

Editado por: Rafael Tatemoto

|

Newsletter