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Ouça o Programa Brasil de Fato - Edição Minas Gerais 11/08/2018

Cinco mil camponeses marcham pela liberdade de Lula

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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A manifestação promete chegar em Brasília, na quarta (15), para acompanhar a inscrição da candidatura do ex-presidente / Leonardo Milano

Cerca de 5 mil camponeses de todas as regiões do Brasil começaram, na última sexta (10), a Marcha Nacional Lula Livre. O ato é organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Via Campesina. A Frente Brasil Popular também se soma nas manifestações.

Além de exigirem a liberdade do ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba há mais de cem dias, os trabalhadores marcham para chamar a atenção da população para as graves crises econômica e política do país. Ao todo, os manifestantes vão caminhar cerca de 50 quilômetros, durante quatro dias. A marcha está dividida em três colunas: um grupo saiu da cidade de Formosa, outro da cidade de Luziânia, ambas em Goiás. E o terceiro grupo de manifestantes partiu da cidade de Engenho das Lages, no Distrito Federal. A previsão é que as três colunas cheguem ao mesmo tempo, em Brasília, para acompanhar o registro da candidatura de Lula. 

Nesta semana, o Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que Fernando Haddad e Manuela D'ávila (PCdoB) vão compor a chapa com o ex-presidente. A proposta da chapa tripla é para que Haddad represente Lula nos eventos e campanha eleitoral, até que a prisão política de Lula seja anulada. Na próxima semana, começam os debates eleitorais e o PT entrou com processo na Justiça para garantir o direito de Lula participar.

Em Belo Horizonte, mães da Pedreira Prado Lopes se reúnem para debater a situação das crianças e dos jovens da comunidade. A atividade acontece no sábado (11), na ocupação Pátria Livre e é fruto de uma parceria entre as mulheres do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e a Defensoria Pública.

Uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) divide opiniões. A legislação interfere na atuação dos bombeiros civis, que alegam que a medida é inconstitucional e pode precarizar o trabalho. Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais afirma que a lei é legítima e vai garantir a qualificação e padronização dos profissionais voluntários e das instituições civis.

 

Edição: Minas Gerais