Greve de Fome

Jaime Amorim, dirigente do MST, fala sobre Greve de Fome, que já dura 18 dias

Dirigente participa de greve junto a militantes do MPA, MST, CMP e Levante Popular da Juventude

Brasília (DF)

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Jaime Amorim é um dos militantes que participa de greve de fome. Processo chega ao 18º dia / PH Reinaux

Nesta sexta-feira (17), que marca o décimo oitavo dia da greve de fome realizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) por militantes de movimentos populares, Jaime Amorim, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco e um dos grevistas, falou sobre o atual estado de saúde dos que participam do protesto em forma de greve e as principais motivações e desafios durante o processo.

De acordo com o militante grevista, a resistência e principal motivação para continuar a greve de fome são os quase 14 milhões de brasileiros que passam fome todos os dias por imposição da desigualdade social que cresce no país. Em 2014, durante o governo Dilma, o Brasil havia comemorado sua saída da lista dos países do Mapa da Fome, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). No entanto, logo após o processo do golpe em 2016, o país voltou a crescer no número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza extrema e a greve de fome deseja denunciar isso.

"Nós estamos dispostos a entregar-nos ao sacrifício e irmos até as últimas consequências para garantir, efetivamente, que as necessidades do povo brasileiro, para esse momento que é a necessidade de Lula, seja cumprida". Jaime realça, ainda, que essa greve não é apenas por Lula, mas por tudo o que a candidatura do ex-presidente representa para os sonhos dos brasileiros e para a recuperação do Estado Democrático de Direito. 

Edição: Marcos Barbosa