INTERVENÇÃO

Operação na Maré, Penha e Alemão já deixa seis mortos

Mais de 4 mil homens das forças armadas participaram das operações na segunda-feira (20)

Rio de Janeiro (RJ)

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Militares fizeram blitzes e estão revistando e checando antecedentes de moradores / Tânia Rego / Agência Brasil

Desde o início da manhã da última segunda-feira (20) cerca de 4.200 homens das forças armadas e 70 da Polícia Civil fazem operações da intervenção militar em três conjuntos de favela da zona norte: Maré, Alemão e Penha. Foram registrados seis mortos, um militar que atuava na megaoperação e cinco suspeitos, mas denúncias apontam até 11 vítimas nas ações. A polícia disse que “vai investigar se as vítimas têm antecedentes criminais”. 

Os militares fizeram vistorias e checaram antecedentes de moradores. Há também denúncias de que os militares estão  abrindo os celulares e detendo pessoas. 

Este é o terceiro dia consecutivo de atuação das forças de segurança no Complexo do Alemão, o principal foco da operação. Na Maré, são feitas operações secundárias. 

De acordo com nota Comando Militar do Leste divulgado nesta manhã cerca de 550 mil pessoas estão sendo impactadas em 26 comunidades.

Denúncias

O Coletivo Papo Reto, que atua no Alemão divulgou uma nota em sua rede social informando que moradores dos Complexos do Alemão e Penha procuraram integrantes do coletivo para relatar que há corpos na mata que liga as duas favelas, mas que a Polícia Civil e o Exército não estão deixando os familiares se aproximarem. O Papo Reto exigiu um posicionamento da Anistia Internacional e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sobre o caso.

Já a organização não governamental Justiça Global publicou nota de solidariedade aos moradores das comunidades alvo da operação. "Relatos apontam gravíssimas situações de abuso. Casas foram invadidas, celulares estão sendo revistados, e pessoas estão sendo detidas por participarem de grupos de WhatsApp que traziam alertas de segurança aos moradores. Por mais uma vez, aulas foram suspensas nas escolas das proximidades", diz a nota da Justiça Global.

*Com informações da Agência Brasil.

Edição: Jaqueline Deister