Eleições Diretas

Editorial | É preciso derrotar as forças do atraso

Vamos à luta para vencer nas urnas as forças conservadoras e antipopulares.

João Pessoa (PB)

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Da esquerda para a direita temos: Luiz Couto, João Azevedo, o governador Ricardo Coutinho e Veneziano Vital do Rego. / Divulgação

A campanha eleitoral começou e será uma luta de classes aberta entre as forças neoliberais, que promoveram o golpe em 2016 e sustentam o governo Temer (Alckmin, Bolsonaro, Marina), e as forças progressistas, que seguem resistindo aos ataques contra os trabalhadores, entre as quais se destaca a candidatura Lula/Haddad, registrada dia 15 com a presença de 50 mil pessoas em Brasília.

Essa polarização se reflete na Paraíba, em que se sobressaem dois blocos. De um lado, as forças do atraso, costuradas por Cássio Cunha Lima e Luciano Cartaxo em torno de seu irmão Lucélio. Esse bloco aglutina as forças mais vivas do golpismo, entre as quais está o tucano Cássio, braço direito de Aécio Neves, protagonista na farsa do impeachment contra Dilma e um dos pilares de Michel Temer no Senado. Derrotá-lo tem importância nacional.

Do outro lado, está o bloco de forças progressistas em torno de João Azevedo, sucessor de Ricardo Coutinho, que teve papel destacado na luta contra o golpe, na defesa do direito de Lula ser candidato e na oposição a Temer. João Azevedo é a continuidade de um projeto que, nos estreitos limites do deformado sistema político brasileiro, desenvolveu a infraestrutura do estado, impulsionou políticas públicas e direitos civis no combate ao conservadorismo, ao machismo, ao racismo e à homofobia, além de políticas para o campo.

Embora as aberrações do sistema político gerem a presença indigesta do DEM, deve-se reconhecer que a aliança é hegemonizada pelas forças progressistas que hoje constroem a Frente Brasil Popular. Ademais, considerando que a classe trabalhadora vivencia hoje um momento de resistência, na qual estas eleições têm importância decisiva, o apoio a João Azevedo leva em conta: 1) o impacto para as políticas públicas e conquista de direitos, no caso de vitória do bloco conservador; 2) as consequências para a correlação de forças na Paraíba e no Brasil; 3) os desdobramentos quanto às condições da luta popular, inclusive em relação à repressão policial; e 4) a relevância de um porta-voz da luta democrática no espaço institucional paraibano.

Aplicando tais critérios a nível nacional é que se deve posicionar nas eleições para as 2 vagas do Senado. Os atuais senadores Cássio Cunha Lima, Raimundo Lira e José Maranhão são fiéis aliados de Temer, votando pela cruel reforma trabalhista, pela venda do pré-sal, pelos cortes em saúde e educação e defendendo a maldita reforma da previdência. É necessário, portanto: 1) eleger um representante fiel da classe trabalhadora, isto é, Luiz Couto, que, como deputado federal, votou contra o golpe e foi o único paraibano a votar contra todas as medidas draconianas de Temer; 2) impedir a reeleição de Cássio, o que significa eleger Veneziano Vital do Rego, único candidato viável para derrotá-lo.

Vamos à luta!

Edição: Paula Adissi