Coluna

Alckmin: o candidato fantasma

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Alckmin esteve em Petrolina para o lançamento das candidaturas à legislativo da família Coelho / PSDB
É constrangedora a situação do candidato do PSDB.

Michel Temer, apesar de seus 3% por cento de aprovação, está presente em várias candidaturas a presidente. Na de Henrique Meirelles, seu candidato oficial que não disputa pra valer; na de Bolsonaro e seu economista ultraliberal Paulo Guedes, que quer privatizar tudo; na de Alckmin, que conta com a maior parte da base do governo de Temer, entre outros. Poderíamos escrever horas sobre isto, mas volto a falar da candidatura de Geraldo Alckmin.

É constrangedora a situação do candidato do PSDB. Não tem o menor carisma e não conhece nada da realidade do país. Não cresce nas pesquisas e seus aliados regionais fazem de tudo para escondê-lo. É praticamente uma candidatura fantasma.

Nos últimos dias, o Alckmin esteve aqui em Petrolina para o lançamento das candidaturas a deputado dos filhos de Fernando Bezerra Coelho, seu atual líder no senado. Veio, foi embora e pouco apareceu. Seus aliados mal o mencionaram. Todos fingindo que ele não estava aqui. Não fosse um vídeo que vazou na internet no qual ele aparece de chapéu de vaqueiro, tentando se mostrar familiarizado com as coisas do sertão, e a Dona Marluce ao fundo explicitando que “o candidato dela é o Lula”, poucos saberíamos de sua presença no sertão.

Outro exemplo está na eleição para o governo do estado. O candidato de Lula é o Paulo Câmara, do PSB. Mas o candidato da oposição, Armando Monteiro, que tem na sua chapa o PSDB, o partido de Alckmin, tenta confundir o povo pernambucano. Coloca imagens de Lula em sua propaganda e até tem como marca de campanha, vejam vocês, uma estrela laranja. Tudo com vistas a confundir. Estratégia de sua equipe de marketing.

Mas, voltando ao Alckmin, o candidato fantasma, segue sua sina de tentar crescer. Enquanto isso, a candidatura do PT, de Lula e Haddad, segue subindo nas pesquisas. Hoje, podemos dizer que o principal cenário aponta para um segundo turno entre a candidatura do PT e alguma outra que represente as forças do atraso. Seja Alckmin ou seja Bolsonaro.

Independente do adversário, chamo a atenção de que estamos diante da concreta polarização de classes na sociedade brasileira. Nossa candidatura contra a deles.

Sem guardar ilusões, afinal a justiça e a mídia seguem diariamente jogando contra a candidatura de Lula e Haddad, precisamos nos preparar para esta batalha. Sigamos atentos, pois a luta segue árdua. Mas, temos a razão ao nosso lado.

Edição: Monyse Ravenna