GREVE

Há um mês, profissionais da educação fazem greve em São Gonçalo (RJ)

Em Petrópolis (RJ), na região serrana, servidores finalizam paralisação, mas continuam em estado de greve

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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Ato dos profissionais da educação de São Gonçalo na manhã de ontem (4), assembleia decidiu pela a manutenção da greve que já dura um mês / SEPE SG

Na última terça-feira (4), em mais uma assembleia organizada pelos servidores da educação de São Gonçalo (RJ), foi aprovada a continuidade da greve por unanimidade. A paralisação já completa um mês. Segundo a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) do município Michelle Alvarenga, além das propostas apresentadas pelo governo local não contemplarem as reivindicações dos profissionais, podem ser consideradas ilegais.

“A proposta não chega ao piso mínimo nacional do magistério, nem da constituição, que é o salário mínimo, ela deixa de fora outros setores da categoria - como as auxiliares de creche, funcionários como inspetores e merendeiros”, explicou.

Em São Gonçalo, os profissionais da educação lutam por melhores condições de trabalho e eleições diretas para diretores das escolas.

“Nosso movimento está forte, tem aumentado a adesão, com mais de 80% dos profissionais em greve. E é um movimento mais que legítimo visto que os professores recebem de salário inicial R$ 933, os inspetores e merendeiros R$788 e as auxiliares de creche R$ 1028 sendo que têm carga horária de 40 horas”, acrescentou Alvarenga.

Petrópolis

Nesta semana, depois de 32 dias de greve, os servidores da educação de Petrópolis (RJ), na região serrana, entraram em acordo com a prefeitura e encerraram a paralisação. No entanto, os profissionais continuam em estado de greve, ou seja, fazendo observação para garantir que o governo local cumpra o acordo.

“Acatamos aquilo que nos foi concedido, mas não deixaremos de brigar nunca por aquilo que é direito da categoria”, explicou Daniel Salomão, coordenador geral do SEPE Petrópolis acrescentando que “ficou estabelecido que o município estaria descongelando o tempo de serviço em novembro e por formação em março do ano que vem. Não era o ideal, mas isso abarcava quase 90% da categoria”, afirmou.

Além do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a prefeitura concordou com o abono das faltas da greve e sem ônus futuro para a categoria que concordou em fazer a reposição das aulas. O acordo também garantiu a liberaram as licenças premium, a chamada dos concursados de 2015 com um aumento do quadro de vagas além do que estava no edital se necessário. Também foi estabelecido um o grupo de estudo com representante do município e do sindicado que vão analisar a implementação das 30 horas e um terço de planejamento para o corpo docente, além de um estudo referente à reposição das aulas.

Edição: Mariana Pitasse