Eleições

Editorial | Justiça persegue Lula, mas partido e movimentos reagem

Defensores da democracia, confirmam crítica à seletividade, velocidade e desrespeito a valores básicos da Constituição

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Organizados e mobilizados pela democracia, já são 153 de resistência na Vigília LulaLivre / Mauro Calove

A votação do dia 31 de agosto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi parte da perseguição política do Judiciário contra o ex-presidente Lula. A tentativa de impugnação da candidatura foi pautada horas antes da votação, sem dar tempo à defesa. E o voto do ministro Barroso desconsiderou a decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão do qual o Brasil é signatário. 

Com isso, quando o processo se refere ao ex-presidente, confirma-se a crítica à seletividade, velocidade e desrespeito a valores básicos da Constituição. Isso exige denúncia, mobilização e organização dos que defendem a democracia contra esses abusos.

Na decisão, o TSE apontou dez dias para substituição da candidatura. Diante desse cenário, a direção do PT reage e entra com recurso junto às Nações Unidas pelos direitos políticos de Lula, confirmou nesta semana Fernando Haddad, porta-voz e vice-candidato até o momento. E as organizações populares reafirmam a linha de defesa da candidatura enquanto houver alternativas. 

São dias decisivos. Os golpistas perseguem a principal candidatura de esquerda, porém não apagam o fato: os trabalhadores querem um candidato preocupado com questões sociais. O Judiciário segue manobrando, mas a população trabalhadora deve fazer valer os seus direitos

Edição: Pedro Carrano