Eleições 2018

Editorial PR | 24 dias de luta eleitoral

Organização e campanha nas ruas serão fundamentais neste momento

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Em carta, Lula indiciou Haddad como seu representante e candidato de confiança. / Ricardo Stuckert

A definição no dia 11 de setembro da candidatura de Fernando Haddad (PT) como cabeça de chapa, tendo Manuela D´Ávila (PCdoB) como vice, surge após a perseguição política dos principais tribunais do poder Judiciário contra o ex-presidente Lula, preso em Curitiba. Em carta, Lula indicou Haddad como seu representante e candidato de confiança.  



O desafio, nesses 24 dias, é espalhar para todo o eleitorado do ex-sindicalista a certeza do seu vínculo com Haddad. Mais que o desafio da transferência de votos, iniciada já nas pesquisas recentes, a principal candidatura de esquerda enfrentará a ofensiva dos meios de comunicação empresariais e tentativas de ataques também por parte do Judiciário, hoje posicionado contra os trabalhadores. Organização e campanha nas ruas serão fundamentais neste momento.  



No geral, a chamada polarização política entre dois blocos contrários coloca Alckmin (PSDB), Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Pode) e Amoêdo (Novo) como representantes do programa neoliberal, de ataques contra os trabalhadores. Por outro lado, Haddad (PT), Ciro (PDT) e Boulos (Psol) defendem uma saída democrática e popular para a crise. Entre as três, a de Haddad têm reais chances de vitória e ao mesmo tempo apoio dos movimentos populares.  


Edição: Pedro Carrano