ELEIÇÕES 2018

Balanço dos deputados estaduais e do governador de Minas

Programa "Eleições na Boca do Povo", do Brasil de Fato MG, traz a opinião de um professor e um cientista político

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Paulo Henrique: “ Temos uma lembrança muito ruim do governo Anastasia” / Brasil de Fato MG

A segunda edição do nosso programa jornalístico sobre eleições trouxe as polêmicas da política mineira. Qual a avaliação dos professores sobre o governo Pimentel? Como agiram os deputados estaduais depois do golpe de 2016? Informações novas e opiniões políticas que você não vai ver em outros jornais.

O Eleições 2018: Na Boca Do Povo é transmitido nas terças-feiras, às 17h, ao vivo pela página do Brasil de Fato MG no Facebook. O público do nosso jornal impresso pode ler agora os melhores momentos dessa conversa:

Lucas Cunha

“Deputados fizeram mandato ‘morno’ do ponto de vista de projetos”

O cientista político e pesquisador do Centro de Estudos Legislativos da UFMG Lucas Cunha foi um dos entrevistados. Ele avalia que a maioria dos deputados estaduais bloquearam a atividade da Assembleia Legislativa, devido a serem oposição ao governador Fernando Pimentel (PT). Em 2015, foram 14 mil projetos e requerimentos, em 2017 foram 8.400 e daí para menos. 

Michel Temer mandou menos dinheiro para Minas?

Depois do golpe parlamentar de 2016, foi evidente o contingenciamento de recursos para MG. Houve sim, no governo federal de Michel Temer, a austeridade fiscal (que é o Estado prestando contas ao mercado e não à soberania popular). Essa falta de repasses impactou as contas públicas de Minas Gerais.

Pergunta do Povo - Willian, da cidade de Martins Soares: Qual o desafio do próximo governador?

A campanha eleitoral fala muito do desafio fiscal, em relação às contas, como se Minas fosse uma conta bancária. Mas é mais complexo. O próximo governador precisa articular com as prefeituras. Minas Gerais tem o maior número de municípios do país e a máquina pública estadual não é tão grande assim. Governar com os prefeitos é fundamental para implantar políticas públicas e conseguir dialogar com os cidadãos. 

Paulo Henrique

“O funcionalismo público está bravo com o parcelamento, com atrasos, mas tem uma lembrança muito ruim do governo Anastasia”

O segundo entrevistado foi Paulo Henrique, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE/MG), que contou com detalhes as opiniões dos professores públicos estaduais sobre a eleição mineira. No governo Pimentel, receberam salários atrasados, nos governos PSDB, não tiveram aumentos e sua carreira foi desestruturada.

Balanço do governo Pimentel na área da educação

“Tivemos avanço na democratização das escolas. Eleição para superintendentes, em que foram respeitadas as indicações das comunidades escolares. Conseguimos um acordo para o piso salarial nacional dos professores e colocamos na Constituição mineira a exigência do pagamento do piso. Tivemos avanços também nas estruturas das escolas. Tínhamos absurdos como escolas funcionando em motéis, e essas situações mais graves foram sanadas. Mas sabemos que tem muito a melhorar”.

Pergunta do povo - Erica, de Uberlândia: O atraso dos salários pode ter impacto nas eleições?

 “A nossa população foi pouco politizada durante o período de governo popular. Está muito sujeita às questões imediatas. O eleitor, ao votar, tem que analisar também a situação que cada governador passou e o que a classe trabalhadora conseguiu arrancar. Avalio que conseguimos avançar mais agora [com Pimentel], tendo uma situação econômica muito pior que em 2011.”

 

Edição: Joana Tavares