Eleições 2018

Quais as mudanças na lei eleitoral?

Conheça as principais mudanças da reforma política

Muito se tem falado sobre as mudanças da Reforma Política, que já valem para as eleições deste ano. Mas você sabe o que realmente muda na corrida eleitoral? 

Um dos principais pontos foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu as doações de recursos por parte das empresas para as campanhas. Com isso, foi criado o Fundo Especial de Campanhas Eleitorais, com um valor de quase dois bilhões de reais. Esse dinheiro é distribuído entre os 35 partidos registrados no país. 

Outra mudança é que agora as legendas podem utilizar o sistema de financiamento coletivo, as chamadas vaquinhas na internet, para arrecadar fundos para as campanhas. Mas é importante ficar atento, pois as doações só podem ser feitas por meio de plataformas registradas junto à Justiça Eleitoral. 

Empresas não podem participar e as doações de pessoas físicas não devem ultrapassar 10 salários mínimos para cada cargo. Caso essa regra não seja respeitada, o doador pode pagar uma multa de até 100% da quantia que excedeu o limite. 

Também teve mudanças no teto de gastos das campanhas. Para presidente, o partido não pode usar mais do que R$ 70 milhões no primeiro turno e R$ 35 milhões no segundo. No caso de governador, o valor pode ser de até R$ 21 milhões, de acordo com a quantidade de eleitores no estado. O limite para o Senado também segue essa mesma regra e pode chegar até os cinco milhões de reais. 
    
Os candidatos a deputado federal tem um limite de R$ 2,5 milhões e os estaduais e distritais, de R$ 1 milhão. 

A Reforma Política também criou novas regras para a propaganda eleitoral na internet. Agora, os candidatos podem patrocinar o próprio conteúdo em redes sociais e em mecanismos de buscas, como o Google, por exemplo. Eles também podem criar sites próprios, mas fica proibido colocar anúncios em páginas de terceiros.

Editado por: Redação

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