OPINIÃO

Editorial | Nas ruas e nas urnas: é preciso derrotar o projeto neoliberal

Choque de gestão produziu rombo e endividou o estado

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Comício "O Brasil Feliz de Novo", que aconteceu em Belo Horizonte / Reprodução

As campanhas eleitorais estão a todo vapor e já estamos caminhando para a reta final. Em Minas, a disputa para o governo está acirrada e, segundo as pesquisas, o resultado tende a uma polarização entre Fernando Pimentel (PT,) que pleiteia a reeleição e o tucano Anastasia, que tenta retornar ao poder. Nos programas eleitorais, nos debates e comícios, chama a atenção a petulância de como o candidato do PSDB ataca a atual gestão. Chama a atenção também como ele retrata de forma distorcida o que foi a gestão tucana à frente do governo de Minas. Assim, é importante relembrar alguns aspectos do que representaram os governos tucanos para o estado. 

O programa de governo adotado por Aécio e Anastasia, também conhecido como “choque de gestão”, deixou, num triste jogo entre palavra e realidade, o estado de Minas em choque. O candidato tenta defender, de forma infundada, que deixou todas as contas regulares. Porém, a realidade é muito distinta. As medidas neoliberais implementadas pelos tucanos impactaram de forma desastrosa a economia mineira. A dívida estadual teve um salto extraordinário nos 12 anos de governo do PSDB, que deixaram um déficit de mais de R$ 2 bilhões nas contas públicas, além de mais de 500 obras paralisadas e inacabadas. Além disso, Anastasia tentava a cada ano maquiar o rombo nas contas obtendo empréstimos volumosos e teve a ousadia de extinguir o fundo previdenciário, recolhendo o dinheiro para o Tesouro estadual. A extinção do fundo é uma das causas para a atual calamitosa situação da previdência pública em Minas.  

Governo Anastasia se beneficiou de período promissor da era Lula

A precarização dos serviços públicos é uma marca dos governos tucanos. Na educação, por exemplo, em nenhum ano o PSDB investiu o mínimo constitucional. Essa violação à Constituição trouxe graves consequências aos jovens mineiros. Cerca da metade das vagas para o ensino médio não foram ofertadas, ou seja, cerca de 50% dos jovens em Minas Gerais ficaram impossibilitados de cursar o ensino médio por falta de vagas nas escolas públicas. 

Os jornalistas eram coagidos e reprimidos caso criticassem a gestão tucana. A censura era diária nos meios de comunicação. Não podemos permitir que um projeto que faliu nosso estado, que sucateia os serviços públicos, que piora a condição de trabalho, que realiza a censura e que corta os direitos do povo retome o poder. É preciso nos empenharmos e vencer esse projeto nas ruas e nas urnas!  

 

Edição: Joana Tavares