Corrida eleitoral

Ibope: 28% dos eleitores admitem alta possibilidade de optar pelo "voto útil"

Eleitores de Alckmin e Ciro são os mais propensos a mudar de voto para impedir a vitória de um adversário político

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos / Foto: montagem

O Ibope divulgou, nesta quarta-feira (26), uma nova pesquisa de intenção de votos para presidente nas eleições de 7 de outubro. A sondagem foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ouviu 2 mil eleitores em 126 municípios entre sábado (22) e segunda-feira (24).

Segundo o levantamento, 28% dos eleitores admitem alta possibilidade de optar pelo chamado "voto útil" – casos em que o eleitor não vota necessariamente no político com o qual mais se identifica, mas naquele que tem mais chances de derrotar um candidato que rejeitam.

Jair Bolsonaro (PSL) segue na dianteira da disputa eleitoral, com 27% das intenções de voto – oscilação de 1 ponto percentual para baixo em relação à última pesquisa, divulgada em 24 de setembro. Fernando Haddad (PT) também oscilou um ponto para baixo e segue no segundo lugar com 21%.

Ciro Gomes (PDT), com 12% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB), com 8%; Marina Silva (Rede), com 6%; João Amoêdo (Novo), com 3%; Alvaro Dias (Podemos), com 2%; Henrique Meirelles (MDB), com 2%; e Guilherme Boulos (PSOL), com 1%; completam a lista dos candidatos que pontuaram na pesquisa.

Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) constam com 0% das intenções de voto. Branco e nulos somam 11%, e "Não sabe/não respondeu" soma 7%.

No segundo turno, Bolsonaro segue atrás de todos os candidatos, com exceção de Marina Silva. Contra Haddad, que atualmente está indo ao segundo turno contra o militar da reserva, ele perderia por 42% a 38% –embora, considerando a margem de erro de 2 pontos, os candidatos estejam em empate técnico.

Voto útil

A pesquisa Ibope foi a primeira a sondar a propensão dos eleitores ao voto útil.

Do total de eleitores, 14% responderam que essa probabilidade é muito alta; outros 14% disseram que essa probabilidade é alta; 18%, que é média; 21%, que é baixa; 27%, que é muito baixa; e 6% não souberam ou não responderam.

Os eleitores de Alckmin e Ciro são os mais propensos a decidir seu voto dessa maneira. No caso do tucano, 36% de seus eleitores admitem que a possibilidade é alta ou muito alta; entre os ciristas, são 35%.

Confira os índices de admissibilidade de "voto útil" por candidato:

Jair Bolsonaro

10% muito alta;

12% alta;

17% média;

23% baixa;

35% muito baixa;

3% não sabe/não respondeu.

Fernando Haddad

17% muito alta;

14% alta;

17% média;

22% baixa;

24% muito baixa;

6% não sabe/não respondeu.

Ciro Gomes

21% muito alta;

14% alta;

19% média;

21% baixa;

20% muito baixa;

5% não sabe/não respondeu.

Geraldo Alckmin

14% muito alta;

22% alta;

20% média;

20% baixa;

19% muito baixa;

5% não sabe/não respondeu.

Marina Silva

8% muito alta;

20% alta;

23% média;

17% baixa;

27% muito baixa;

5% não sabe/não respondeu.

A pergunta foi feita para todos os entrevistados, mas a CNI divulgou somente os percentuais dos eleitores de candidatos com mais de 5% das intenções de voto.

Expectativa do resultado

A pesquisa sondou ainda a percepção dos entrevistados sobre quem eles acreditam será o próximo presidente, independentemente de sua intenção de voto. Segundo o Ibope, 44% acreditam que Bolsonaro deve vencer as eleições. Outros 20% acreditam que será Haddad; para 8%, será Ciro; para 7%, será Alckmin; e para 3%, será Marina Silva.

Avaliação de Temer

A pesquisa Ibope pediu aos entrevistados uma avaliação sobre o governo de Michel Temer (MDB). Os resultados são os seguintes:

Ótimo/bom: 4%

Regular: 12%

Ruim/péssimo: 82%

Não sabe/não respondeu: 2%

Edição: Diego Sartorato