Visitas a Lula

Voto e valores religiosos podem caminhar juntos, defende pai de santo

Pai Caetano de Oxossi falou sobre os exemplos religiosos que podem ser praticados na hora do voto

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Líder umbandista em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba / Foto: Joka Madruga/APT

“A gente tem que seguir o exemplo daqueles que nos lideram”. A afirmação é de Pai Caetano de Oxossi, líder religioso que visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda (01), na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. 

A seis dias do primeiro turno das eleições, Pai Caetano falou sobre a importância de usar os preceitos religiosos para não eleger figuras que representam um atraso na história do país e uma ameaça aos direitos dos povos oprimidos.

“Nós somos herdeiros de negros, indígenas, mães de santo que durante toda a trajetória brasileira foram escravizadas e menosprezadas. Qual é a candidatura que representa a possibilidade de isso não acontecer? Ou seja, de o fascismo não se instalar?”, questiona. 

O líder religioso afirmou também que a religiosidade, mesmo sendo um componente importante na hora da escolha do voto, não pode representar uma agressão à liberdade das outras pessoas e à laicidade do Estado.

“Quando eu busco o voto, eu também alio a toda minha característica religiosa, que é buscar não julgar, buscar a liberdade e buscar aqueles que trabalham para os povos oprimidos”, disse Pai Caetano, ponderando, no entanto, que, “quando um candidato alia [a religiosidade] dizendo que a religião e a política tem que andar juntas, nós temos que nos preocupar”.

Visita a Lula

Caetano de Oxossi é pai de santo do Terreiro TULAP - cabana do Pai Tobias de Guiné, em Curitiba. Essa é a segunda vez que ele visita Lula na Superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente está mantido preso há 174 dias.

Após a visita, Pai Caetano disse que Lula está animado com a notícia da nova permissão concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, nesta segunda, para que ele conceda entrevistas à imprensa, podendo, assim, expressar o que sente para o povo brasileiro.

“Esperamos que a justiça seja feita e que ele possa dar esse recado para os meios de comunicação, para que a gente possa escutá-lo, após tantos dias incomunicável”, disse Pai Caetano.

Edição: Diego Sartorato