Eleições 2018

De olho nas propostas: Diversidade e investimento na cultura

Devem ser garantidas políticas públicas para a cultura que sejam inclusivas e afirmativas, que combatam as desigualdades

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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É necessária a destinação de 1% do orçamento do Estado, e 2,5% do orçamento federal para investimento direto em Cultura / Divulgação

O Brasil de Fato Paraná escolheu oito áreas que mexem diretamente com sua vida e consultou especialistas para saber o que deve ser feito nos próximos quatro anos na saúde, educação, segurança, economia etc. num programa progressista de governo. Confira as dicas e, antes de votar, compare com o que seu candidato a presidente, governador, senador e deputado defende. 

Cultura

“A cultura de um povo é tudo aquilo que este povo cria para dar sentido a sua vida, é um direito que não está desconectado da garantia dos demais direitos sociais e da emancipação de cada cidadão”, é assim que Bruno Mancuso, que atua como palhaço, defende a criação de políticas públicas para o setor cultural nos próximos anos.  

Jessica Candal, realizadora em cinema, concorda, destacando a relevância de os governantes atentarem para a pluralidade: “Devem ser garantidas políticas públicas para a cultura que sejam inclusivas e afirmativas, que combatam as desigualdades de acesso e levem em conta as diferenças de identidade de gênero, sexual, racial e regional”, explica. 

Para que essas diretrizes se concretizem, os trabalhadores e artistas acreditam ser necessária a implementação do Sistema Nacional de Cultura, bem como dos sistemas estaduais e municipais. “Também é fundamental a manutenção de um órgão estatal destinado exclusivamente à cultura: na esfera federal, o Ministério da Cultura, e, na estadual, a Secretaria da Cultura”, aponta Jessica. 

Medidas como a abertura de concurso da Secretaria de Estado da Cultura; realização da Conferência Nacional e Estadual de Cultura; e investimento em cursos de arte públicos também são apontados por ambos. “Para isso é necessária a destinação de 1% do orçamento do Estado, e 2,5% do orçamento federal para investimento direto em Cultura, além da participação popular e o controle social na formulação e fiscalização dessas políticas, por meio dos conselhos, debates etc”, explica Bruno. 

                                                                 

Edição: Frédi Vasconcelos