Opinião

Editorial | Eleições em tempos de golpes

Que o amor vença o ódio para termos o Brasil feliz de novo

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Povo está numa encruzilhada entre um caminho gerado pela mentira e o outro que já conhecemos, mas que foi interrompido por um golpe / Charge: Latuff

O voto popular de 2014 elegeu Dilma Rousseff para presidenta do Brasil. Dilma foi derrubada pelo voto raivoso e odiento de deputados e senadores patrocinados pelas grandes empresas, em um golpe parlamentar. Antes disso, é preciso lembrar que as elites fizeram de tudo para vencer as eleições da época, usando principalmente a mídia golpista, especialmente a Globo, para convencer a sociedade brasileira de que o PT era o principal corrupto. 

Tentaram favorecer eleitoralmente os tucanos. A base da grande agitação eleitoral pró-tucana nas eleições de 2014 foi orquestrada e materializada pelo juiz Sergio Moro, por meio da operação Lava Jato. Usando as prisões e delações premiadas combinadas com o sistema de comunicação da mídia golpista, tentaram manipular a sociedade. 

Percebemos que para sua implementação, o golpe teve três atores, são eles: o Judiciário, a mídia e o parlamento. O resultado nós já sabemos. Projetou Aécio Neves e pariram o Temer, o qual logo retirou direitos e entregou grande parte das riquezas brasileiras às empresas multinacionais. O projeto deles provocou a volta da fome, do desemprego e da violência.

As eleições de 2018 estão sendo realizadas sem a superação do golpe e percebemos seus atores interferindo descaradamente no processo. O Judiciário prendeu Lula, que, segundo as pesquisas, seria eleito em primeiro turno pelo voto popular.Ele foi preso sem provas e impedido de disputar as eleições. 

Novamente o povo está em uma encruzilhada

O novo candidato do PT, Fernando Haddad, cresceu rapidamente nas pesquisas. Então, novamente, na última semana de campanha, o ator da Lava Jato entrou em cena com a mesma novela das delações premiadas contra o PT. A mídia, além de dar suporte às ações combinadas com o Judiciário para prejudicar o PT, apelou no início da semana até para a manipulação das pesquisas eleitorais, por meio de seus institutos.

A mentira, o ódio e a raiva projetaram algo pior que o resultado anterior quando criaram Temer. Criaram o que está sendo chamado de o “coiso”. É certo um segundo turno entre o candidato do Lula, Fernando Haddad, e o candidato resultante da orquestra do golpe, o “coiso”.  

Novamente o povo brasileiro está numa encruzilhada entre um caminho gerado pela mentira, ódio e raiva e o outro que já conhecemos, mas que foi interrompido por um golpe. Na certeza de que o amor vencerá o ódio, desejamos profundamente que neste domingo seu voto escolha o caminho certo para o nosso querido Brasil voltar a ser feliz de novo!

 

Edição: Joana Tavares