Democracia

Fique por dentro do que fazer no dia da eleição

O eleitor escolhe seis candidatos nesse primeiro turno, dia 7 de outubro

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

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Escreva em um papel o número de todos os seus candidatos para não passar apertado na frente da urna / Foto: Elza Fiúza/ABr

No domingo o Brasil realiza o primeiro turno das eleições 2018. As sessões eleitorais ficam abertas de 8h às 17h e você vai escolher seis candidatos, na ordem: Deputado Federal, Deputado Estadual, Senador 1ª vaga, Senador 2ª vaga, Governador e, por último, Presidente. Atenção para os votos nos senadores, que precisam ser em dois candidatos diferentes para não ser invalidado.

Somando, serão 19 números para guardar na memória. Por isso, a dica é levar uma colinha. Escreva em um papel o número de todos os seus candidatos para não passar apertado na frente da urna. Não confie em gravar no celular, pois é proibido usar telefone e máquina fotográfica no momento da votação.

Documentos

Além da colinha, o eleitor precisa levar um documento oficial com foto. Pode ser carteira de identidade, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho, documento de identidade ou carteira de motorista. Tenha em mãos o seu título de eleitor ou baixe no celular o aplicativo e-Título, da Justiça Eleitoral.

Propaganda e adesivos

A propaganda eleitoral com entrega de panfletos e uso de alto-falantes é proibido, mas o uso de adesivos ou camisetas é permitido.  Desde que seja uma manifestação individual e silenciosa, o cidadão tem direito de manifestar sua preferência a um candidato ou partido.

Biometria

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Minas Gerais 84 cidades terão a biometria como sistema obrigatório. Entre elas estão Betim, Contagem, Uberaba e Uberlândia. Em Belo Horizonte e nos demais municípios de Minas, o recadastramento biométrico ainda não é obrigatório.

Locais de votação

Para ter certeza de onde você vai votar, e não perder viagem, consulte o site do TRE: www.tre-mg.jus.br.

Voto branco, nulo ou na legenda

Roda pelas redes sociais uma mensagem sobre o eleitor não poder anular seu voto para apenas um candidato. O Tribunal Regional Eleitoral explica que a notícia é falsa. O voto branco e nulo pode ser dado a todos os candidatos ou a alguns.

Para o voto branco o eleitor aperta a tecla “Branco” e “Confirma”. Para nulo, o eleitor digita uma legenda inexistente e aperta “Confirma”. Esses votos serão invalidados, porém, a eleição continua valendo ainda que a maioria da população anule.

Já o voto em legenda, que a pessoa vota no partido ao invés de votar no candidato, pode ser feito para presidente e governador apertando o número do partido e “Confirma”. Para deputado estadual, federal e senadores, o eleitor digita apenas os dois números do partido e clica em “Confirma”. Os votos de legenda vão para as coligações, que se somam aos votos diretos e contabilizam quantos candidatos são eleitos.

O que fazem? Conheça as funções que os políticos vão exercer

Deputado Federal

513 deputados federais representam a população brasileira, sendo 53 eleitos por MG. Eles criam leis de assuntos nacionais e fiscalizam os recursos públicos. Trabalham na Câmara Federal, em Brasília.

Deputado Estadual

77 deputados estaduais representam a população mineira. O deputado deve propor novas leis ou mudanças na legislação estadual já existente. No nosso estado, eles trabalham na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Senador

São 81 senadores eleitos em todo o país, sendo 3 eleitos por Minas Gerais. Eles analisam e votam leis, assim como os deputados, mas só senadores podem processar e julgar presidentes e cargos altos da República. Eles trabalham no Senado, em Brasília.

Governador

O maior cargo do estado e deve governar Minas Gerais, juntamente com os secretários de cada tema. O governador pode propor leis para os deputados analisarem, pode emitir decretos, pode remanejar gastos. Trabalha na Cidade Administrativa, em BH.

Presidente

Governa com ministros, que ele mesmo escolhe, para executar as leis. Ele propõe leis nacionais para os deputados analisarem, pode emitir decretos e remanejar gastos. Também comanda as Forças Armadas. Trabalha no Palácio do Planalto, em Brasília.

 

 

 

 

Edição: Joana Tavares