Eleições 2018

Editorial | Bolsonaro = repressão contra o povo!

Para andarmos seguros nas ruas, é preciso não eleger o ódio e sim melhorar a economia e valorizar os trabalhadores.

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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O candidato Bolsonaro apresenta a segurança como sua principal pauta, mas destinou apenas 0,3% de seu orçamento na área. / Latuff

Logo depois do resultado da apuração das urnas, no dia 7, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que irá “botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil”. No mesmo dia, o mestre de capoeira Moa de Katendê, de 63 anos, foi assassinado na Bahia com doze facadas em seu corpo. No centro de Curitiba, um carro foi atirado contra o cineasta Guilherme Daldin, que vestia uma camiseta com a imagem do ex-presidente Lula. Na terça-feira, um estudante da UFPR foi brutalmente ferido por um grupo de 15 pessoas que gritavam apoio à Bolsonaro. Na mesma ocasião, a Casa da Estudante Universitária (CEUC) e a biblioteca da universidade também foram depredadas.

Em 28 de outubro haverá o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. São menos de três semanas para o domingo em que, nas urnas, o povo brasileiro deverá escolher entre dois projetos de país. A cada dia fica mais evidente o que está em jogo. O candidato Bolsonaro apresenta a segurança como sua principal pauta, mas destinou apenas 0,3% de seu orçamento na área, ao mesmo tempo em que incentiva a violência. Para andarmos seguros nas ruas, é preciso não eleger o ódio e sim melhorar a economia e valorizar os trabalhadores. Por isso, neste momento, o voto em Haddad é necessário para a defesa de nossas vidas.

Edição: Naiara Bittencourt e Guilherme Uchimura