Eleições 2018

Haddad comemora dia dos professores com debate junto a educadores

Em agenda na capital paulista, o candidato respondeu questões sobre seu plano de governo para educação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Fernando Haddad é professor universitário e foi ministro da educação no governo Lula / Foto: Ricardo Stuckert

O candidato Fernando Haddad (PT) passou o dia dos professores, comemorado nesta segunda-feira, 15 de outubro, ao lado dos docentes da rede pública de ensino. Em debate realizado no Sindicato dos professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), Haddad afirmou que um “país não tem futuro sem professores motivados e valorizados”.

Haddad é professor universitário e tem defendido uma política com “mais livros e menos armas”, em contraponto ao candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL). O petista lamentou não estar em debate e disse que a campanha de Bolsonaro está baseada em mentiras veiculadas por mensagens de WhatsApp. “Se você desligar o WhatsApp por cinco dias, o Bolsonaro desaparece”, ironizou. 

No evento, o candidato respondeu a perguntas de professores. A primeira pergunta, questionou como Haddad cumpriria seu programa de governo com a limitação de investimentos públicos estabelecida pela Emenda Constitucional 95 (EC 95). “É impossível cumprir sem a revogação da EC 95. O que o governo Temer fez, com apoio do partido de Bolsonaro, é congelar gastos públicos por 20 anos. Os gastos públicos tem que acompanhar, no mínimo, o crescimento do PIB”, afirmou.

Valorização dos docentes

Pesquisa realizada pelo Ibope em julho deste ano apontou que 49% dos professores da rede pública e privada não recomendariam a carreira de docente para ser seguida por considerar a profissão desvalorizada, com má remuneração e problemas envolvendo a rotina docente. A pesquisa também apontou que 33% dos professores afirmam estar totalmente insatisfeitos.

O candidato petista propõe a valorização dos professores por meio de formação continuada aos docentes, cumprindo as estratégias propostas no Plano Nacional de Educação. Haddad lembrou ainda que, quando foi ministro da educação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, criou o Piso Salarial Nacional do Magistério, lei que pela primeira vez estabeleceu um salário mínimo para os professores de escolas públicas da Educação Básica.

Ensino médio

Outro professor da rede pública de ensino perguntou como o candidato pretender tratar os problemas do ensino médio, como a evasão escolar. Haddad propôs dialogar com os governadores, lembrando que a responsabilidade do ensino médio é dos governos estaduais.

“O ensino médio é muito importante. Nós espalhamos escolas de ensino médio federal em todo o país. Saímos de 140 para 600 escolas. Nossa proposta é transformar o ensino médio federal em referência para as escolas estaduais e fazer uma pactuação, com recurso, para que o padrão de qualidade da escola federal chegue também às escolas estaduais”, disse.

O petista também lembrou que seu adversário Jair Bolsonaro propõe aplicar a educação à distância para o ensino fundamental. “É falta de compreensão do processo educativo”, disse Haddad. “Quem sabe ele [Bolsonaro] também não propõe resolver o problema da falta de vagas em creches criando educação à distância para a creche”, ironizou o petista.

Edição: Diego Sartorato