Eleições 2018

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT: "Bolsonaro é uma fraude de porão"

Partido entrou com ação no TSE denunciando abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Gleisi Hoffmann fala à militância da Vigília Lula Livre / Foto: Joka Madruga / APT

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou, após denúncia de doação ilegal de R$ 12 milhões em serviços de disseminação de notícias falsas pelo Whatsapp, que a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) se revelou uma “fraude de porão”, baseada em um “esquema criminoso de distribuição de mentiras e dinheiro ilegal”.  

Hoffmann visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta (18), na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, acompanhada do ex-ministro das Comunicações Franklin Martins. Após a visita, os dois concederam entrevista coletiva na Vigília Lula Livre. 

“Ficou claro a fraude de porão que é esse candidato à Presidência da República, ou seja, foi construído através de mentira nos subterrâneos das redes sociais, através de dinheiro ilegal, portanto, de caixa dois. E é um embuste, está levando ao erro milhões de pessoas, exatamente por esse esquema todo que foi montado”, disse Hoffmann.

Na tarde desta quinta, o PT entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que se investigue a chapa de Bolsonaro por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Se chegar às suas consequências finais, a ação leva à inelegibilidade de Bolsonaro.

“Nós consideramos que tem aí lavagem de dinheiro, recursos ilegais sendo colocados na campanha, configura caixa dois, portanto, fraude às eleições. Isso mostra que a onda que se teve não foi uma onda de convencimento da população pelas propostas ou pelo projeto do candidato, mas foi construída nos subterrâneos da internet, com uma fábrica de mentiras”, afirmou.

Hoffmann disse também que o PT entrou com pedido de medidas cautelares junto ao TSE, para que não sejam mais divulgadas notícias falsas contra o PT e para que as empresas envolvidas no esquema de compra de pacotes de disparos de mensagens no Whatsapp se manifestem e disponibilizem informações sobre sua contabilidade e o suposto financiamento à candidatura de Bolsonaro.

“Ganhar no debate político, fazer o embate na política, está tudo certo, não tem problema nenhum. Agora, mentir e usar um esquema criminoso de distribuição de conteúdo, é muito ruim”, disse.

Sobre a declaração de Bolsonaro de que o financiamento empresarial seria um “apoio voluntário” à sua candidatura, Hoffmann afirmou que o candidato é “irresponsável e “descontrolado”. Ela lembrou o apoio já público de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, à candidatura de Bolsonaro.  

“Esse é um candidato que parece ausente. Ele não tem controle sobre os atos de violência que incita os seus seguidores a fazer e não tem conhecimento de doações empresariais sendo que ele se reúne com esses empresários em convescotes. Quantas vezes esteve com o dono da Havan, que é um dos patrocinadores que ele desconhece? É um candidato irresponsável e descontrolado”, disse Hoffmann.

Nesta sexta (19), PT, PCdoB, PROS e demais partidos apoiadores da candidatura de Fernando Haddad (PT) terão uma audiência com a ministra Rosa Weber, presidenta do TSE. O objetivo, segundo Hoffmann, é levar as denúncias contra a chapa de Bolsonaro e “mostrar o que isso causa ao Brasil, que é um impacto ao país”.

Edição: Diego Sartorato