VIGÍLIA LULA LIVRE

Ato em comemoração aos 73 anos de Lula reforça papel da militância nas eleições

"Esse é um aniversário em que a gente faz a resistência", diz Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT

Brasil de Fato I Curitiba

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O parabéns foi cantado pelo “trompetista da resistência”, Fabiano Leitão / Joka Madruga

Em ato político e cultural realizado na vigília Lula Livre, em celebração ao aniversário de 73 anos do ex-presidente Lula, organizações populares se reuniram, das 11h às 14h30, com a presença de artistas e de lideranças dos movimentos sociais e partidos.

O ato também tinha o caráter de denúncia e reivindicação pela liberdade política de Lula, há 204 dias encarcerado na superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. Em clima de solidariedade, 46 militantes internacionalistas que realizam curso da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em São Paulo, trouxeram seu apoio ao ex-líder sindical. Eles são de 13 países e 29 organizações populares da América do sul ao norte, e compareceram aos gritos de “Lula, amigo, América está contigo”.

Num clima de polarização política nacional, as cantoras de Música Popular Brasileira (MPB), Luciana Worms, Hogéria Holtz (cantora, compositora e apresentadora) e Lais Mann resgataram clássicos de Belchior, Chico Buarque e outros clássicos do período de questionamento à ditadura militar no país (1964 – 1985).

Momento da militância

O ato contou com a participação de dirigentes nacionais da esquerda, caso de Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, e de João Pedro Stédile, da direção nacional do MST. Ambos ressaltaram o momento em que, em todo o país, a militância social realiza trabalhos de convencimento com a população para impedir a eleição do autoritarismo de Bolsonaro.

De acordo com Stédile: “Estamos aqui, firmes, fortes, vivos, sem medo. Eles tentaram inocular na nossa militância o medo como a arma dos inimigos para nos derrotar e nós damos a resposta nas urnas e nas ruas, mostrando que a nossa militância não tem medo do fascismo e do atraso”, afirmou.

Já Gleisi Hoffmann ressaltou a importância do símbolo de Lula presente nessas eleições. “Esse aniversário do Lula é um aniversário em a gente faz a resistência e o maior presente para o Lula amanhã é ganharmos as eleições. Lula disse para nós não desistirmos nunca, ele nunca desistiu”, relata, ressaltando a campanha espontânea que tem partido das pessoas comuns nesse momento.

Acreditar nas pessoas

Rosalba Eliane Gomes, da padaria comunitária Cecopam, afirma que preparou um bolo de aniversário ao ex-presidente devido às políticas abertas de fomento do governo dele, que resultaram em 22 padarias comunitárias apenas em Curitiba e região.

“É um dia muito especial para nós hoje. Se as padarias comunitárias existem hoje foi porque ele acreditou e acreditou nas pessoas que estavam precisando. Nas mulheres que estavam fora do mercado de trabalho”, afirma.

Ao final do ato, todos os participantes foram convidados a cortar e comer um pedaço do bolo em homenagem do aniversário de Lula. O parabéns foi cantado pelo “trompetista da resistência”, Fabiano Leitão.

 

Edição: Pedro Carrano