No limite

Sob ameaça de prisão, Roger Waters volta a se manifestar contra Bolsonaro em Curitiba

Trinta segundos antes do prazo da lei eleitoral, músico britânico exibiu mensagem no telão do estádio Couto Pereira

Read in English | Leer en español | Brasil de Fato | São Paulo (SP)

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Waters está em turnê no Brasil desde o início de outubro / Mauro Pimental / AFP

O músico britânico Roger Waters, ex-líder da banda Pink Floyd, voltou a se manifestar contra Jair Bolsonaro (PSL) em um concerto realizado em Curitiba (PR), na noite deste sábado (27). 

Diante de 41 mil espectadores, o telão montado no palco exibiu a seguinte mensagem: "Nos disseram que não podemos falar sobre a eleição depois das 10 da noite. Temos 30 segundos. Esta é nossa última chance de resistir ao fascismo antes de domingo. Ele Não! São 10:00. Obedeçam a lei".

A lei eleitoral proíbe manifestações políticas em espaços públicos após as dez horas da noite.

Na semana passada, o juiz Douglas Marcel Peres, da Justiça Eleitoral do Paraná, comunicou à equipe de Waters que o músico poderia ser preso se fizesse qualquer menção a política eleitoral após a meia-noite – a manifestação seria considerada propaganda boca de urna.

Apelidada de "República de Curitiba" pelos apoiadores da operação Lava Jato, a capital do Paraná tornou-se um símbolo das arbitrariedades do Poder Judiciário desde 2014.

 

 

Edição: Daniel Giovanaz