Resistência

Greve por garantia de direitos trabalhistas em hotel de Chicago completa 53 dias

Grevistas exigem garantia de benefícios para o ano todo, não só na alta temporada; outros 25 hotéis aceitaram negociação

Familiares de trabalhadoras e trabalhadores em greve participam de piquete / UNITE HERE / Twitter

Os trabalhadores e trabalhadoras do Cambria Hotel Chicago Magnificent Mile completaram, nesta terça-feira (30), 53 dias de greve na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. A paralisação começou no dia 7 de setembro, exigindo que benefícios como plano de saúde e previdência sejam pagos o ano todo, além de melhores salários, menor carga horária, estabilidade e medidas de proteção contra discriminação racial e assédio sexual.

Os grevistas estão entre os 6 mil trabalhadores e trabalhadoras que cruzaram os braços no mês passado por demandas parecidas em 26 hotéis na cidade. Nos outros 25 casos, a administração e os trabalhadores organizados conseguiram chegar a um acordo.

É comum os hotéis da cidade não pagarem plano de saúde para seus funcionários nos meses de inverno, quando o movimento é baixo, além de dispensar as equipes durante a baixa temporada.

A greve começou após o fim dos contratos de verão, no dia 31 de agosto.

Nos outros 25 hotéis onde houve paralisação, os novos contratos conquistados após a mobilização atendem a algumas das principais demandas dos grevistas, membros do sindicato UNITE HERE Local 1. A entidade representa cerca de 16 mil trabalhadores e trabalhadoras do setor hoteleiro da região de Chicago.

A mobilização começou com uma passeata, seguida de piquetes e atos em frente aos hotéis para chamar atenção para as demandas da categoria.

Aderiram à paralisação camareiros, atendentes, cozinheiros, porteiros e bartenders.

Os grevistas e o sindicato apontaram que os hotéis de Chicago estão passando por um bom momento econômico, com número recorde de hóspedes e receitas que chegaram a US$ 2,3 bilhão só no último ano.

No dia 22 de outubro, o UNITE HERE entrou com uma ação na justiça federal contra a cidade e o departamento de polícia por violação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, ao impor restrições contra o barulho feito pela mobilização e os piquetes.

Edição: Peoples Dispatch | Tradução: Aline Scátola