O que vem pela frente

Editorial - A palavra é resistência

O governo promete uma economia pouco preocupada com o investimento e com os mais pobres

Brasil de Fato | Curitiba (PR)

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Com sabedoria, cabe à sociedade civil rearticular-se, fortalecer os laços com os trabalhadores. / Santiago

A vitória de Jair Bolsonaro (PSL), no segundo turno das eleições presidenciais, com 55,13% dos votos contra 44,87% de Fernando Haddad (PT) abre um período de incertezas na História brasileira.

Nos primeiros discursos, o nome eleito não parece disposto a dialogar e compreender que o país está dividido e que cerca de 47 milhões de pessoas votaram com Haddad, não aceitando um projeto baseado no ódio e na economia voltada para o arrocho.

O governo promete uma economia pouco preocupada com o investimento e com os mais pobres, com venda de estatais importantes e dos barris da chamada “cessão onerosa” do pré-sal. A indicação de fusão do Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente é um erro, reúne dois assuntos diferentes, para submeter tudo ao agronegócio exportador.

Com sabedoria, cabe à sociedade civil rearticular-se, fortalecer os laços com os trabalhadores, que começaram a ser refeitos com o mutirão de trabalhos nas periferias durante o segundo turno das eleições. É hora de reafirmar os direitos democráticos, constitucionais, o direito de reivindicação dos movimentos populares e formar uma grande rede de todos os que se colocam contra o autoritarismo.

Edição: Hellen Lima e Pedro Carrano